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Assunto: Revista de Interpretação Bíblica Latino-Americana
Autores: Equipe Coordenadora: Ribla Brasil
Formato: 16x23
Número de páginas: 160
Editora: Nhanduti Editora 2015
ISSN: 16763394
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RIBLA 68: Religião, culturas e identidade na Bíblia

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ResumResumos dos artigos

Elvira Moises
A construção identitária e religiosa das mulheres em Gn 29 – 31; Ex 1

A partir do estudo de Gn 29–31 e Ex 1, este artigo apresenta as identidades das mulheres nas atividades domésticas e sociais, mas também através do campo religioso com suas experiências teológicas que têm como origem o corpo e a vida. No desempenho
dessas atividades, elas se revelam como portadoras de certa autoridade, graças ao poder da cura, o poder das plantas, o poder das mandrágoras. Os textos de estudo trazem história em forma de genealogia que convive com a intriga amorosa de duas mulheres. Elas percebem a presença das divindades no momento em que elas soltam suas vozes para o público. Para elas, Deus está incorporado e presente na comunidade, participando no convívio do cotidiano.


Edesio Sánchez Cetina
Êxodo, Aliança e Pluralismo
A tese deste trabalho é que a justiça social prevalecerá como elemento central da vida da nação de YHWH somente se este Deus for a única deidade dessa nação. De acordo com George Mendenhall, a definição da identidade do povo de Deus está relacionada
à lealdade absoluta a YHWH e à justiça social, unidas, indissoluvelmente, pelo êxodo e pela aliança. Neste sentido, somente a partir do êxodo se pode compreender de maneira profunda e radical a identidade, por conseguinte, a singularidade e incomparabilidade de YHWH frente aos outros deuses.


Altamir Celio de Andrade
A amizade no Livro de Rute: identidades descentradas
O Livro de Rute é um dos clássicos da Bíblia. Este artigo pretende demonstrar como sua narrativa aborda um tema caro aos estudos culturais e à filosofia: a amizade. Sem perder, no entanto, o horizonte da teologia bíblica, ler o Livro de Rute sob esta óptica
permite perceber o seu caráter de descentramento. O Livro de Rute é um livro de incisões diagonais, não lineares, que rompe com as características principais da tradição israelita que se apoiam nos pilares da eleição, da terra prometida e, por que não dizer, da religião institucionalizada.


Rebeca Cabrera
Identidades das mulheres estrangeiras no pós-exílio
Este artigo está centrado num estudo sobre o pós-exílio, uma época difícil: os escravos,mulheres e crianças no exílio foram presas de guerra dos soldados; muitas engravidaram e seus filhos não eram nem judeus nem estrangeiros. Eram considerados
impuros. Aqueles que ficaram na Palestina e se casaram com mulheres estrangeiras foram desprezados; assim, já não eram “o povo da terra”, mas apenas “povos da terra”, misturados e impuros, a menos que se desfizessem de suas mulheres e filhos. A consequência é muito dura para o povo. São as mulheres quem levam a pior sempre. A vida já não é a Palavra de Deus – só a são agora a Torá e o Segundo Templo, visto este como projeto da herança davídica. O poder sacerdotal começa a controlar a Palavra, dominando assim progressivamente a sociedade judaica com base na santidade e na pureza. As consequências são graves; usam-se mecanismos de opressão como o controle da Palavra e do corpo (pureza versus impureza). Se as pessoas não queriam pagar ao templo, eram obrigadas a fazê-lo, e para isso nada melhor do que defini-las como impuras e dependentes. Não obstante, precisamente as mulheres,
em especial as estrangeiras, forjam uma nova identidade no cadinho do sofrimento, com uma tipificação própria, preparando-se assim para oferecer novos caminhos.


Júlio Paulo Tavares Zabatiero
Conflitos culturais e de identidades em Miqueias
O presente artigo oferece uma interpretação do Livro de Miqueias baseada em uma visão dos processos de construção de identidade do Antigo Israel que destaca o vínculo indissolúvel entre cultura, identidade, religião e política. Seguindo a divisão
consensual do Livro de Miqueias em três blocos redacionais separados no tempo: caps. 1–3 do período pré-exílico; caps. 4–5 do período exílico e caps. 6–7 do período pós-exílico, o artigo descreve três grandes conflitos cultural-identitários representados
no livro. O primeiro é o conflito do campesinato judaíta contra a legitimação teológica das relações de injustiça social presentes no período monárquico em Judá. O segundo é o conflito da resistência contra o caos estabelecido pela dominação neobabilônica
sobre Judá. O terceiro, enfim, é o conflito contra a teologia sacrificial do templo de Jerusalém na nova organização político-religiosa de Judá sob a dominação persa no IV século a.C.


Bernardo Favaretto
Gerações Bíblicas e Povos Originários
Os versos iniciais do segundo capítulo de Gênesis (2,1-4a a 2,4b-7), comentados por Filon de Alexandria1, descrevem o Deus inteligível apresentado no primeiro capítulo e o comparam ao Deus sensível do segundo capítulo, para tornar as Escrituras Hebraicas acessíveis aos povos de cultura helenística. A exegese dos dois textos hebraicos, escritos em um intervalo de mais de 500 anos, nos mostra o caminho de um povo submerso no contexto de culturas que marcaram dois mil anos de sua história e de sua memória. A segunda parte do estudo pretende apresentar algumas ideias iniciais sobre as semelhanças das culturas e dos modos de vida dos povos originários, indígenas venezuelanos e afrodescendentes com a idiossincrasia hebreia.

Pablo R. Andiñach
A Septuaginta e a identidade da fé
O autor explica, apoiado na narração lendária e apologética da Carta de Aristeu, como surgiu a tradução grega da Bíblia, conhecida pelo nome de LXX. Essa tradução, além de representar uma empresa de proporções imensas, para a época e pelo tamanho da obra, significou sobretudo a abertura do mundo judaico às culturas diferentes e a possibilidade aos judeus da diáspora, que já não conheciam o hebraico, de ter aceso à bíblia. Era também uma forma de “mostrar a seriedade da fé judaica, a disposição de discutir com as filosofias correntes no mundo de então e deixar claro que as narrações que eram a base da fé de Israel estavam longe de ser meras histórias fantasiosas; nelas havia uma mensagem coerente, profunda e de valor para toda a humanidade”.

Kenner R. C. Terra
Bíblia, memória e tradução de tradições. Propostas de leituras para 1Pd 13,19-22 e Jo 5,1-9a
A exegese há muito tem passado por renovações. Atualmente não podemos pensar, por exemplo, o método histórico-crítico sem levar em consideração as contribuições das ciências sociais, das ciências da linguagem, semiótica e outras. Neste trabalho observaremos as intuições do russo I. Lotman, da escola russa de “semiótica da cultura” para aplicá-las à exegese bíblica.

Elisa Rodrigues
Mistura e separação nas origens cristãs. Uma leitura antropológica do Evangelho de Mateus
Neste artigo, consideramos o Evangelho de Mateus narrativa prescritiva que concede orientações para o comportamento social e religioso dos cristãos reunidos em torno do documento, na região de Antioquia da Síria, ano 80-90 EC. Tais orientações foram tomadas da Torá e reinterpretadas por Jesus, no século I. Analisaremos como tais orientações visavam a estabelecer limites para a constituição da identidade social cristã dos leitores implícitos dessa fonte histórica. Propomos como hipótese que a narrativa mítica reproduzia internamente os conflitos macroestruturais entre a comunidade cristã de Antioquia, a ordem imperial romana e seus aliados, os partidos fariseus, escribas e saduceus.

Valtair A. Miranda
Ascetismo idealizado e escatologia realizada no Apocalipse de João
O autor de Apocalipse possui altas demandas ascéticas e sectárias que o afastam não apenas da sociedade mais ampla, mas de qualquer irmão que tenha uma posição divergente. Ele enxerga o mundo mergulhado num conflito entre o Dragão e o Cordeiro, conflito esse que será vencido com a participação de 144.000 guerreiros através da prática do martírio. Esta tradição da guerra santa insere no Apocalipse o potencial de isolar sectariamente a audiência da sociedade e de outros grupos religiosos.

Resenha:
Eliézer Serra Braga
O autor Izidoro, José Luiz. Identidades e Fronteiras Étnicas no Cristianismo da Galácia