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Título: Se você soubesse a alegria dos pobres
Assunto: Igreja e problemas sociais,
Assunto: Práxis cristã em determinados grupo de pessoas
Autores: Michel Bavarel, Nara Rachid Silva
Formato: 16x23
Número de páginas: 240
Editora: Nhanduti Editora 2014
ISBN: 9788560990207
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Olhe para dentro do livro

Michel Bavarel, Nara Rachid Silva

Se você soubesse a alegria dos pobres

É provocador o título do livro “Se você soubesse a alegria dos pobres”. É mais normal falar da tristeza dos pobres. A verdadeira alegria é o tesouro escondido de que fala Jesus. É uma experiência profunda, alternativa, revolucionária, profética. É a mística do seguimento do Servo Sofredor. É a vida do Alfredinho.
É a caminhada da ISSO. Frente à amarga alegria do esbanjamento global, do egoísmo como sistema, da idolatria do ter e do poder, o livro nos convida a experimentar, com o coletivo Servo Sofredor que é Jesus e a Pobreza, a despojada liberdade das Bem-Aventuranças, a vivência comunitária da Páscoa da Cruz e da Ressurreição.

Título:Pedro Casaldáliga


Aceitei, com muita alegria, o convite para escrever o prefácio deste livro: “Se você soubesse a alegria dos pobres”, que apresenta de maneira agradável e cativante o testemunho de vida de Pe. Alfredinho e das pessoas que se identificaram com a sua espiritualidade e o seu estilo de vida, dando origem à Irmandade do Servo Sofredor.
Tive a oportunidade de conhecer Pe. Alfredinho em Montreal (Canadá) quando eu ainda era seminarista. Confesso o meu impacto inicial ao encontrar-me diante de um sacerdote tão despojado dos bensmateriais e tão identificado com o mundo dos mais pobres. O seu modo de apresentar-se, acompanhado da serenidade e da gentileza no modo de tratar cada pessoa, eram já uma pregao eloquente que interpelava o interlocutor, outras vezes o inquietava, mas, ao fi­nal, o convidava gentilmente: “Venha ver a alegria que existe entre os pobres”.

Título:Cardeal Marc Ouellet


O livro Se você soubesse a alegria dos pobres desvela um excepcional testemunho de vida pessoal e comunitária, que remete diretamente à trajetória de Jesus e do seu evangelho reescrito para os dias de hoje, com o mesmo frescor das primeiras comunidades cristãs. Entrelaça a trajetória da Irmandade do Servo Sofredor, de seu fundador Alfredinho – Pe. Alfredo Kunz – e das muitas pessoas que o seguiram no caminho por ele trilhado, caminho que somos agora convidados a descobrir e desafiados a percorrer.
Alfredinho atraiu grande número de companheiros entre moradores de rua, muitos deles ex-drogados, viciados no álcool e portadores de HIV, que reencontraram sua dignidade e alegria de viver e de servir e que se tornaram membros da Irmandade do Servo Sofredor, por ele iniciada entre os últimos da sociedade. De objeto de compaixão e de ajuda, tornaram-se sujeitos cheios de dignidade e esperança no seio da Irmandade, portadores de uma mística da esperança e de profunda espiritualidade.

Certo dia, Alfredinho foi procurar o bispo de Santo André, Dom Cláudio Hummes, pedindo-lhe um presente de aniversário pelos seus 75 anos de idade. O presente solicitado era a bênção do bispo para sua decisão de deixar a favela onde habitava e ir viver entre os moradores de rua! João, um morador de rua, perguntou a Alfredinho por que razão ele estava ali, no meio deles. Esse lhe explica que festejava seus 75 anos e que desejava agradecer a Deus por lhe ter dado a vida. “A melhor maneira de agradecê-lo é ir ao encontro do povo sofredor de rua, que é um povo acolhedor, um povo que partilha” (p.138).
Sua decisão encheu, porém, de preocupação seus amigos da favela, como conta Nara, ao voltar para ali: “Algumas pessoas choravam. Elas diziam: ‘O padre Alfredinho nos abandonou, ele vai morrer de frio e de fome’. – ‘Na rua só tem violência e pessoas que não valem nada.’ Entretanto, outros fizeram essa reflexão: ‘Mas o que diziam de nós quando Alfredinho veio para a favela? Que aqui havia só bandidos, matadores, drogados, pessoas que não valem nada!’ O fato que Alfredinho foi para a rua lhes revelou o sentido de sua vinda para a favela. ‘O que ele encontrou aqui? Nossa acolhida, nosso desejo de partilhar, nossa vida de oração.’ – ‘E é por isso que hoje eu participo do artesanato, do grupo do pão.’ – ‘É por isso que agora chegam tantas visitas aqui.’ Essas pessoas compreenderam que Alfredinho podia ser, igualmente, acolhido na rua. ‘Ele vai descobrir a riqueza desse povo sofredor, isolado, abandonado, e revelar
que essas pessoas não são aquilo que dizem delas.’ Os moradores da favela também mudaram seu olhar em relação ao povo da rua” (p.139). “Nós pensamos a partir do chão que pisamos”, como gosta de repetir Leonardo Boff. Esta máxima é a chave para compreender a trajetória de vida de Afredinho. Sempre pisou, cada vez com maior radicalidade, o chão dos pobres e viveu como pobre a vida dos mais empobrecidos e desamparados da sociedade.

Título:José Oscar Beozzo

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