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Título: Reduções Jesuítico-Guarani.
Título: Espaço de diversidade étnica
Assunto: História da América do Sul na época colonial,
Assunto: Reduções Jesuíticas, Cultura e religião guarani
Autora: André Luis Freitas
Formato: 16x23
Número de páginas: 174
Editora: Nhanduti Editora 2013
ISBN: 9788560990164
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André Luis Freitas

Reduções Jesuítico-Guarani. Espaço de diversidade étnica

Título:Nas reduções jesuíticas do antigo Paraguai, foram reunidas diversas populações nativas, falantes de diversos idiomas e portadoras de diversas pautas culturais. A partir dessa observação, analisamos como se deu a incorporação desses grupos nas reduções organizadas pelos jesuítas nas regiões do Guairá, Tape e Uruguai, apresentando suas características culturais e verificando como se processou sua inclusão. Além disso, apresentamos também algumas informações sobre as reduções fundadas nas regiões do Paraná e Itatim, onde igualmente foram reduzidas etnias guarani e não guarani.
Título:O índio reduzido designado como Guarani era antes de tudo um índio formado por uma base étnica de falantes do idioma guarani, considerados a maioria nestas reduções, e por uma base étnica formada por grupos falantes de outros idiomas, tais como os Guañana, Chiqui, Gualacho, Ybirayara, Yaró, Charrua, Minuano, Toba, Abipone e Caaiguara, entre outros. Essas populações começaram a ser reduzidas, junto com as populações falantes do idioma guarani, logo no início da organização das reduções pelos jesuítas e o continuaram sendo até o final do período jesuítico. Observamos que o termo Gualacho, conforme já explicitamos no terceiro capítulo deste livro, é um etnônimo genérico usado em alguns casos pelos cronistas para se referir às populações que não falavam o idioma guarani. Quando ele está referenciado, não sabemos sobre qual população estamos falando. Hipoteticamente, pode ser um grupo que não tenha sido nomeado pela literatura colonial, pois, falar de Gualacho é falar de não guarani.
Título:De maneira análoga entendemos que a mesma observação que tecemos sobre os Gualacho também serve para os Guarani. Quando lemos na bibliografia missioneira informações sobre esta população, não sabemos ao certo com que tipo de representação estamos lidando, visto que, antes das reduções, iniciava-se um processo que visava construir a ideia de um guarani como sendo um povo único, representante de todas as castas nativas do antigo Paraguai. Esse guarani monolítico se confunde com a ideia de uma etnia Guarani, ampla e dispersa pelo território. Com a redução, surge outro guarani, o guarani missioneiro. Uma nova representação sociocultural que influencia no desaparecimento do guarani entendido como uma etnia ampla e dispersa. Ao menos nos escritos coloniais é isso que acontece, quando por volta da segunda metade do século XVII não há mais guarani fora dos muros das reduções. O que encontramos são referências a grupos que falam o idioma guarani. Caaiguá e Montese eram as principais referências que identificavam estes falantes, mas também eram referências para populações que não falavam o idioma guarani.
(p. 91. 151) ulo:
Título:

TítTítuGraciela Chamorro:
Título:A experiência histórica entre indígenas e jesuítas nas reduções chamadas guaraníticas no antigo Paraguai foi um processo longo, rico e complexo. Durou mais de 150 anos, atingiu cinco vastas regiões situadas na zona de fronteira do país e desempenhou um papel ambivalente e contraditório no contexto colonial.
Título:Trilhando caminhos abertos por outros autores, André Luis Freitas, cujo trabalho final de mestrado em história acompanhamos e recomendamos para publicação, destaca a complexidade das reduções, mostrando sua constituição pluriétnica, segundo as fontes, o que não se reflete na historiografia. Nesta prevalecem os grupos guarani falantes, como se as reduções tivessem sido uma espécie de povoados-laboratório onde se processava uma dupla conversão dos indígenas: no sentido religioso e no sentido identitário; como se nelas os diversos grupos reduzidos tivessem que se tornar cristãos e guarani, guarani missioneiros.
Título:O livro de André se insere numa nova perspectiva de avaliação desse passado missionário, por dar visibilidade às populações indígenas que ficaram à sombra do grupo majoritário, o guarani. Este parece ter influenciado o imaginário dos historiadores, como se ele tivesse fornecido os elementos culturais sobre os quais se construiu a nova identidade indígena nas reduções. Assim, esta obra faz jus à complexidade, riqueza e ambivalência do fato estudado, pelo que recomendamos sua leitura.

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