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Título: Cuidado junto às mulheres em situação de prostituição.
A s suProcessos pedagógicos e transformação social
Assunto: Prostituição como problema social,
Assunto: pedagogia de Paulo Freite, pedagogia da Libertação
Autores: Fernanda Priscila Alves da Silva
Formato: 16x23
Número de páginas: 80
Editora: Nhanduti Editora 2012
ISBN: 9788560990177
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Olhe para dentro do livro

Fernanda Priscila Alves da Silva

Cuidado junto às mulheres em situação de prostituição. Processos pedagógicos e transformação social

Título:Ao abordar e refletir sobre a pedagogia como ação transformadora, uma questão vem à tona: não é possível falar em pedagogia transformadora sem falar em uma pedagogia do cuidado; esta é, pois, a dimensão da espiritualidade que se faz presente neste trabalho.
Título:O acompanhamento, desde a pedagogia do cuidado, pede um compromisso com as pessoas empobrecidas e, neste caso, compromisso com as mulheres inseridas em contexto de prostituição. O objetivo é sempre que elas se tornem agentes ativas de seus processos. Assim, elas podem tomar a palavra, falar de suas realidades e modificar sua realidade.
Título:A partir do momento em que a mulher se pergunta: “Ó meu Deus, será que eu sirvo só pra isso? Só pra fazer programa?”, ela visualiza alternativas e possibilidades. Aqui aparece a dimensão da espiritualidade como algo restaurador e, sem dúvida, como uma forma de cuidado, compreendida e percebida pelas mulheres. Aqui acontece a experiência de Deus. E quero ressaltar isso, pois dentro de situações-limite e de extremas fragilidades vivenciadas pelas mulheres, é esta dimensão da espiritualidade, esta pedagogia do cuidado que tem sido, muitas vezes, se não na maioria das vezes, o ponto de sustentação e fortaleza nos desafios. (p. 53.54.59)
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Título:Ivone Gebara:
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Título:Chamaram minha atenção no livro de Fernanda Priscila Alves da Silva as primeiras palavras do título “Cuidado junto às mulheres em situação de prostituição”.
Título:Fernanda não começa por propor uma mudança radical na vida das mulheres em situação de prostituição, mas um cuidado. O cuidado é para os que se aproximam delas, mas é, sobretudo, das próprias mulheres em relação a elas mesmas através da valorização de suas vidas.
Título:O livro abre a velha problemática da prostituição de mulheres à problemática da globalização da economia e da cultura, denunciando não só o aumento do femicídio, mas as redes internacionais de prostituição com seu tráfico organizado e muitas vezes conectado com outros tipos de tráfico. Hoje já não é mais só a menina pobre e abandonada do sertão ou do interior que cai na prostituição em busca do seu sonho de dignidade. Mas, corpos de mulheres de todos os lugares do mundo são dominados e se tornam matéria prima do lucro internacional. Acabam beneficiando minorias especializadas nesse comércio e destruindo vidas.
Título:Como nos aproximarmos daquelas que são vítimas e como nos aproximarmos das redes internacionais de tráfico internacional para que cessem suas nefastas atividades?
Título:O livro não nos dá respostas fechadas. Convida-nos a crescer em consciência e cuidado, para que possamos prevenir a partir de nosso contexto local que esse comércio não continue a extirpar vidas. Sabemos o quanto adolescentes e jovens são obrigadas a mantê-lo através das muitas promessas de trabalho “digno” ou de ascensão social rápida. Uma viagem, um par de sandálias, um vestido novo, uma promessa de amor podem ser a armadilha para a exploração.

Título:Afonso Murad:Título:

Título:Cavar túneis até achar a mina. Dançar a ciranda pedagógica, entrelaçada com movimentos do Sagrado. Estas e outras expressões, tão significativas, brotam desta obra de Fernanda Priscila com paixão, mística e competência pedagógica. Dificilmente alguém, ao terminar seu livro, permanecerá do mesmo jeito. Como a autora, provará a sensação de silêncios e de ruídos. Achará respostas e fará novas perguntas.
Título:“Cuidado junto às mulheres em situação de prostituição: processos pedagógicos e transformação social” é um pequeno (em extensão) e grande (na profundidade) trabalho. Mescla, de forma criativa e harmônica, elementos da educação popular em perspectiva libertadora, a partir da visão de Paulo Freire, com a espiritualidade cristã centrada na prática de Jesus. Desentranha a ambiguidade e a complexidade das mulheres em situação de prostituição, de forma respeitosa e crítica. Conjuga dados que emanam da experiência existencial com informações da história e das ciências sociais.
Título:No entanto, a originalidade do livro reside em mostrar, a partir de longa prática de educadora social da autora, os instrumentos para cavar os túneis e encontrar o tesouro escondido das pessoas. Trata-se de um canto à vida que teima em resistir em contextos de alta vulnerabilidade. Um guia da pedagogia do cuidado, talhado com vigor e esperança. A fresta de luz que indica o caminho viável para uma nova sociedade, inclusiva, fraterna/sororal e sustentável. Ao final, o/a leitor(a) se sente convidado/a a entrar na ciranda pedagógico-libertadora, a deixar-se entrelaçar na força do Amor que vence a dor.
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Eu casei com 15, obrigada, porque houve uma história que eu tinha perdido a virgindade, aí meu namorado foi e contou pra minha mãe, e ela chamou a polícia. Eu tava no último ano do colégio, né, eu tava fazendo a quinta série, faltava dois meses pra terminar o ano, foi que ela fez esse escândalo todo. A diretora proibiu de eu ir ao colégio porque não podia mais me misturar com as meninas que era virgem. Aí eu perdi. Aí tomei um remédio... entendeu? Fui parar no hospital, fiquei envergonhada, eu não tinha mais amigas, não podia ir pro colégio, não podia mais nada, na minha cabeça eu não podia, a vida terminava.
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Os donos das casas gosta de explorar muito da gente, eles gosta de explorar da gente, eles gosta de mandar na gente, eles não dá nada à gente, até o cafezinho, o menorzinho60 eles não dá à gente de jeito nenhum. E quando a gente toma um tipo de um calote, eles não dispensa o quarto não, eles querem de qualquer jeito receber o dinheiro do quarto, começa a xingar. Lá onde eu trabalho mesmo, onde eu tô trabalhando, o dono da casa foi em cima de uma colega minha de trabalho pra dá na cara dela, aí foi que eu não deixei, empurrei ele na parede e eu disse que dono de casa deve respeitar a gente, porque a gente faz o programa que dá lucro na casa dele. Aí eu fui em cima dele, se ele batesse nela, eu ia quebrar a cara dele todinha. Mas como eu sou uma mulher, não tenho força com homem, eu tava pensando em pegar uma cadeira pra arrebentar nele, o dono da casa de onde a gente trabalha, e qualquer coisa, eles ficam ameaçando pra gente ir embora, mas como é que a gente vai embora se a gente perdeu a juventude ali dando lucro a eles, entendeu? Então eles não têm direito de mandar a gente embora. Se a gente envelheceu lá, dando lucro a eles... tem que existir uma lei pra isso.
Eu conheci o projeto através das meninas do projeto que sempre vai lá em todos os locais de prostituição pra ajudarem as mulheres que fazem programa. E eu fico muito grata por isso, pelas meninas da Força Feminina, porque não é todo mundo que vai ao encontro da gente, porque o lugar não é legal, é um lugar de muita violência, elas vão porque elas quer dar uma força pra gente. Aí então eu fico muito grata pelas menina do Força Feminina, porque dá estudos, ajuda, vem aqui, faz uma atividade, só não aprende quem não quer, eu mesmo vou aprender a minha profissão ou de ser cozinheira ou de tirar fotos. Eu quero aprender uma profissão, porque eu já tenho 46 anos e já tá na hora de eu sair, eu não sai porque eu não tenho como me sustentar, porque eu não trabalho.