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Título: Una relación compleja: Paraguay y Brasil 1889-1954
Assunto: História, Paraguai - relações exteriores,
Assunto: Brasil - relações exteriores
Ano: 2011
Autor: Francisco Doratioto
Formato: 16x22,5
Número de páginas: 556
Editora: Editorial Tiempo de Historia
Edição: 1
ISBN: 9789996760938
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Francisco Doratioto

Una relación compleja: Paraguay y Brasil 1889-1954

Os Editores
TítuloNos 65 anos que passaram entre a proclamação da República do Brasil em 1889 e o golpe de Estado que depôs o presidente Federico Chaves no Paraguai em 1954, as relações entre os dois países percorreram um longo caminho, desde o distanciamento até a reaproximação cautelosa.
TítuloCom um trabalho exaustivo de pesquisa em arquivos do Brasil, Paraguai, Argentina e Espanha, Francisco Doratioto reconstrói esse processo através do olhar de seus principais protagonistas diplomáticos, observadores privilegiados – e ocasionais atores – de um período apaixonante e complexo da história paraguaia, marcado por revoluções, conspirações, golpes de Estado e uma guerra exterior com a Bolívia.
TítuloA documentação abundante, muitas vezes confidencial, analisada e contrastada com rigor pelo autor, projeta uma nova luz sobre esses acontecimentos e seus bastidores, enquanto delineia com nitidez tendências gerais que perpassam o período: a premente necessidade paraguaia de melhorar suas vias de comunicação com o exterior para reduzir sua dependência econômica da Argentina, o difícil equilíbrio entre dois grandes vizinhos, e os vai-vens um acidentado processo rumo à democracia e à estabilidade política, quase sempre esquivas.
Títul Por tudo isso, Una relación compleja é uma contribuição essencial para a compreensão da primeira metade do século XX paraguaio e suas relações com o Brasil.

"Brasil é e quer ser amigo do Paraguai,
sejam quais forem os homens que o governam.
Não há conflito de interesses entre os dois países.
Não temos pretensões de exercer influência política
em nenhum dos Estados limítrofes.
O que desejamos muito sincera e convencidamente é que
todos eles vivam em paz, prosperem e se enriqueçam.
Um vizinho turbulento é sempre um vizinho incômodo e perigoso".

Barão de Rio Branco a Brazílio Itiberê da Cunha;
Ofício reservado no. 3, Rio de Janeiro, 1/2/1905

"(...) cinquenta anos
de anarquia político-militar
deixaram o país como está:
pobre, sem crédito e inerme".

Eligio Ayala e Eusebio Ayala,
Assunção, 17/8/1925

TítuloNo Brasil, a assim chamada Revolução dos 30 resultou numa recomposição do poder, no sentido de forças contraditórias conviverem num Estado de Compromisso: a oligarquia agrária teve sua influência reduzida, mas continuou sendo influente, e setores modernizadores como os militares tiveram novos objetivos políticos e econômicos. De 1930 a 1945, Getúlio Vargas governou o país como presidente provisório (1930-1934); presidente constitucional (1934-1937) e ditador (1937-1945), tendo os militares como seu principal apoio. Como era natural, o início do regime varguista causou certa imobilidade na política exterior, mas pouco depois, a política de aproximação com o Paraguai não só foi continuada como aprofundada. Contribuiu com ela o fato de que, em 1932, as autoridades paraguaias tinham impedido que seu território fosse usado pelos revolucionários contra-Varga de São Paulo e Mato Grosso para obter ou comercializar armas.
Título
O fim da guerra civil brasileira praticamente coincidiu com o início da Guerra do Chaco. Este conflito foi um desastre humanitário e ameaçou desestabilizar a América do Sul meridional. Afinal, a Argentina, o Brasil, Chile, e mais remotamente também o Peru e Uruguai tinham interesses de diferentes tipos na Bolívia e no Paraguai ou se preocupavam pelo status quo regional. Por esses motivos, o governo brasileiro, que se declarou neutral, esforçou-se para conseguir a suspensão das lutas através de intervenções dos chanceleres Afrânio de Mello Franco e José Carlos Macedo Soares. O último desempenhou um papel relevante na Conferência de Paz celebrada em Buenos Aires, na qual se conseguiu um armistício.
TítuloO presidente paraguaio Eusebio Ayala foi deposto por um golpe militar em fevereiro de 1936, em meio a um ambiente de insatisfação social. Ayala e Vargas tinham chegado a um acordo oficioso para que o Brasil desencadeasse uma série de medidas para aproximar os dois países, inclusive a construção de uma conexão terrestre. Os golpistas ignoraram esse acordo, e só depois de ter a certeza de que o novo governo do coronel Rafael Franco não tivesse tendências comunistas, a diplomacia varguista concluiu que o novo presidente era capaz de dar continuidade a essas medidas.

Título(Una relación compleja..., pp. 553-4)
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