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Título: Siete ángeles. Jesuitas en las reducciones y colegios
Título: de la antigua provincia del Paraguay
Assunto: Missões jesuíticas, História da América do Sul, fontes
Autor: Carlos A. Page
Formato: 16x22
Número de páginas: 250
Editora: Editorial SB 2011
ISBN: 9789871256945
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Carlos A. Page

Siete Ángeles. Jesuitas en las reducciones y colegios de la antigua provincia del Paraguay

Título: Apresentação

Título: Este livro recopila uma série de biografias de vários jesuítas que atuaram na Província do Paraguai. Não são exatamente homens reconhecidos pela historiografia erudita e extensa, mas a compilação prioriza aqueles que, a partir de diversos lugares de trabalho, contribuíram com a construção de um mundo melhor, uma paráfrase na qual já insistimos em outras oportunidades. Mas também na valorização do outro enquanto uma alternativa de respeito e que sem dúvida teve como objetivo e resultado final a conservação das culturas originárias. O empreendimento nem sempre teve êxito, e os fracassos custaram vidas, não só de mártires, mas de milhares de seres humanos que não compreenderam as alternativas que tinham ou que hesitaram em fazer frente a uma realidade com a convicção necessária.

Título: O título do livro, que ambiciona ser uma série, evoca outro: “Las siete estrellas de la mano de Jesús”, publicado em 1732 por Antonio Machoni, um sardo excepcional cuja biografia é conhecida só por algumas pessoas por não estar incluída aqui. Mas também alude à visão das estrelas que representavam os Sete Arcanjos mencionados no Apocalipse de João. Em nosso meio vemos essa menção também na intercessão de um dos homens mais importantes da história jesuítica-guarani, o limenho Antonio Ruiz de Montoya, quando fundou na região do Tayaoba del Guayrá uma redução com essa dedicação, destruída pouco depois pelos bandeirantes.

Título: A biografia é um gênero, confesso, que leva seu pesquisador a um mundo paralelo. Incita a caminhar pelos mesmos caminhos do personagem biografado, e até mesmo faz pensar como o protagonista e se identificar com ele. Alcançamos uma instância em que falamos em sonhos pelas noites, perguntando-o sobre dúvidas em algum aspecto não elucidado de sua vida, e imaginamos aqueles momentos cujas decisões o fizeram se converter em alguém diferente dos demais.

Título: Sete homens que tiveram um mesmo objetivo, transitando distintos caminhos, e em cujos relatos de vida entramos de forma crítica-científica, não romanceada, fazendo, como disse François Dosse, uma aposta no gênero biográfico. Para uma nova, ou, si assim se quer, renovada visão do mundo americano onde atuaram os jesuítas que, além de seus hábitos religiosos, foram homens exemplares, com convicções claras e sobretudo repletos de amor ao próximo, a esses outros homens que não eram diferentes. (p. 9-10)


Título: As biografias de jesuítas
Título: Obras inéditas

Título: Várias obras ficaram inéditas, e entre elas começaremos mencionando a do Pe. Diego de Bora que esboçou uma biografia do Pe. Alonso D´Aragona, um napolitano que chegou a Buenos Aires em 1617 e faleceu em Assunção em 1629, na data em que Boroa assina o texto, 20 de julho. No mesmo maço do arquivo jesuítico de Roma segue um resumo do próprio D´Aragona e outro do Pe. Marcial de Lorenzana, sem data nem assinatura. Ali encontramos também o relato anônimo sobre a morte dos padres Gaspar Osorio e Antonio Ripari. Há outras menções necrológicas muito breves, mas seguem os textos de maior importância, como a morte de Diego de Alfaro, escrita como carta pelo Pe. Diego de Boroa em Córdoba a 18 de janeiro de 1644. Francisco Lupercio Zurbano escreveu ao Pe. General um relato de oito fólios sobre a morte do Pe. Pedro Romero, assinado em Córdoba a 26 de janeiro de 1646. Encontramos um escrito similar de sete fólios em Barcelona, e em seu título está incluído o nome de Mateo Fernández que morreu junto com o Pe. Romero, mas, apesar de ter a mesma data, não está assinado.

Título: Um maço especial encontra-se em Roma, que trata exatamente das notícias necrológicas elaboradas entre 1598 e 1702. Em primeiro lugar há um texto do Pe. Diego de Boroa, dirigido ao Pe. General, com os elogios de vários jesuítas que poderiam ser incorporados na lista dos homens notáveis da província do Paraguai. Ele começa com o recordatório de Alonso de Barzana e continua com Pedro de Añasco, Alonso de D´Aragona e Marcial de Lorenzana. As datas de falecimentos alegadas não são todas as corretas. Curiosamente, o documento é precedido por um índice em que constam 31 jesuítas, e esta compilação foi provavelmente realizada para a formação de um menológio do Paraguai. De fato acrescentou-se depois em vários fólios Ruiz de Montoya. Mas, avançando no maço, encontramos no fim o documento intitulado “Elogia Patrum Sosietais Jesu Provincia Paraquaria Menologium Paraquatiae”, que começa com Barzana (1530-1597), continua com Diego de Torres (1551- 1638), Diego de Boroa (1585-1657), Diego Ransonnier (1600-1636), José Cataldino (1571- 1653), Simón Maceta (1577-1658), Pedro Romero (1585-1645), Gaspar Osorio (1595-1639), Antonio Ripari (1607-1639), Francisco Lucas Cavallero (1661-1711), Sebastián Discreti (1605-1669), Gonzalo Juste (1579-1639), Marcial de Lorenzana (1565-1632), Diego Francisco Altamirano (1626-1704), Francisco Burgés (1642-1725), Juan Antonio Solinas (1643-1683) e Julián Lizardi (1696-1735), ou seja, 18 jesuítas, dos quais só H. Gonzalo Juste (1579-1639) se inscreve como coadjutor. Mesmo assim se encontra no maço também uma série de extensas biografias escritas em latim e  dedicada a Pedro Romero, Pedro Márquez, José Doménech, Marco Antonio D´Otaro, Juan Ignacio de Deizama (?) e Juan Bautista Ferrufino. Com outra letra aparecem a seguir Francisco Ricquart, Andrés Gallego Bonillo, Nöel Berthot, Miguel Ángel Serra e Tomás Donvidas. (p. 20-21)

Título: As obras editadas e os primeiros trabalhos do século XVIII

TítuloT[...] Mas mais específico ao incluir histórias de vida dentro de uma história general do Paraguai será o francês Pe. Nicolás del Techo (1611-1685). Foi missionário e superior entre os guarani (1672-1676), mestre de noviços (1671) e reitor do colégio de Assunção (1678-1679). Já em 1648, o General Vicente Caraffa concedeu-lhe a licença de escrever a história de sua província, que foi terminada em 1657 e publicada em latim no Principado de Liège em 1674, parcialmente em inglês em 1732 e integralmente em espanhol em cinco volumes em 1897 (Furlong 1950: 17-30 e 163-188; Storni 1980b: 417-431). Sua obra pioneira foi muito criticada por seu estilo artificial e pelo abuso na aceitação de milagres, mas não devemos esquecer, no contexto em que escreve, o reconhecimento de seus méritos e que foi testemunha direto de vários dos acontecimentos que relata. Como diz Lozano, possivelmente, ele tenha lido os manuscritos de Pastor, mas Del Techo reconhece como seus inspiradores os padres Diego de Boroa e Francisco Díaz Taño. Seu texto inclui muitas biografias, pois o interessam mais os homens do que os fatos, e, como diz Furlong, a matéria biográfica foi fundamental em seu trabalho historiográfica (Furlong 1950: 166). Pois a seguir serão compiladas, em 1759, na obra intitulada Decades virorum illustrium Paraquariae Societatis Iesu (Tyrnavia, 1759) (...). (p. 24-5)

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