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Título: Memoria del Sexto Encuentro de Historia
Assuntsobre la Guerra de la Triple Alianza
Assunto: História da América do Sul
Introdução: Eduardo Hirohito Nakayama
Formato: 16x23
Número de páginas: 535
Editora: Mandu'arã 2014
ISBN: 9789996774348
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Sumário:

AssuntEduardo Nakayama. Presentación

ESTRATEGIA, LOGÍSTICA Y ARMAMENTO
- Marcio Tadeu Bettega Bergo. El 8 inch shell gun en el Ejército Paraguayo. Renato Javier Angulo Aponte Aspectos de la logística en la Guerra de la Triple Alianza (1864-1870)
-
Adler Homero Fonseca de Castro. Tática, treinamento, tradição: evolução do armamento e resistencia à mudança tática na guerra do Paraguai
-
A la sombra de Napoleón: planes de guerra de generales brasileños en el comienzo de la Guerra Guazú. Francisco José Correa-Martins
-
Luiz Augusto Rocha do Nascimento. Aspectos logísticos da Guerra da Triplíce Aliança: campanha do Alto Paraguai (província brasileira de Mato-Grosso)
-
Edgley Pereira de Paula. Da guerra gaúcha à guerra estratégica: o comando do Marques de Caxias
- Alberto del Pino Menck. De Rio Grande a Curupaytí: los cohetes a la congrève y su empleo por Paraguay durante la Guerra de la Triple Alianza.

OPERACIONES BÉLICAS
- Aldeir Isael Faxina Barros. Forçamento do passo de Humaitá: um estudo sobre as asserções que os documentos oficiais exibem
- Christian Amado Doldán Otazo, Federico Tercero Ortiz Arbrecht, Enrique Bragayrac, Ruth Alisson Benitez, Marcos Samaniego. Ubicación de la cabecera del puente de Ytororó, en el marco de la campaña de Pykysyry, diciembre de 1868
- Antonio Ferreira Sobrinho. A expedição de Barrios ao Mato Grosso: o ataque e ocupação do forte Coimbra
- Carlos A. Von Horoch Benítez. Un combate insólito: tren de asalto y recreo, Yuquyry, 10 de marzo de 1869

COMBATIENTES
- Eder Acosta Santacruz. Participación de afroamericanos en el Ejército del Paraguay durante la Guerra Guasú
- Zilda Alves de Moura. Guerra da Triplíce Aliança: os soldados negros e indígenas brasileiros
- Enrique Cosp. Breve introducción al proceso de Wenceslao Robles
- Claudio Luiz de Oliveira. Os voluntários da pátria na Guerra da Triplíce Aliança. O Trigésimo Primeiro Corpo de Voluntários da Pátria
- José María Olivero Orecchia. La historia olvidada: 1869, el último año de la División Oriental en la Guerra del Paraguay
- Cláudio Skora Rosty. Voluntários da pátria nordestinos na Guerra da Triplíce Aliança
- André Cezar Siqueira. As companhias de Zuavos da Bahia
- Pablo Sinforiano Valdez Torres. La sangre Artigas presente en la Guerra de la Triple Alianza, en la figura del Teniente Teodoro Ferreira y Artigas, primer oficial oriental caído

ASPECTOS SOCIALES, CULTURALES E HISTORIOGRÁFICOS
- Suzzi Casal de Lizarazu, Diego Gonzalo Cejas. Asalto a Curupaytí. Visiones de una contienda
- Dora Adelina Cecchetto. Los Derechos Humanos negados: los niños mártires de Acosta Ñu
- Fábio Neves Luiz Laurentino. Experiencias de micro-história sobre a música militar brasileira na Guerra da Triplíce Aliança
- Glenio Madruga II. O cólera na guerra da triplice aliança: considerações no front militar e no front doméstico de Nossa Senhora do Desterro
- Silvania de Queiróz. O livro Genocídio Americano de J. J. Chiavenato e o revisionismo histórico sobre a guerra contra o Paraguai
- Carlos Alberto Vera Abed. La actividad cultural en el Paraguay a partir de un estudio hemerográfico sobre el periódico La Regeneración (1869-1870)

CONTEXTO REGIONAL
- Daniel Ítalo Castagnin Lacassagne. El impacto militar de la Guerra de la Triple Alianza en el Uruguay
-
Sergio Fernando Sanchez. Situación financiera y militar argentina entre 1862 y 1865
- Roberto Azaretto. Urquiza y la Guerra de la Triple Alianza

FUENTES Y REPOSITORIOS
- Miguel Fernando González Azcoaga. La guerra del Paraguy en Corrientes. Sus vestigios en el museo histórico provincial "Tte. de Gdor. Manuel Cabral de Melo y Alpoin"
- Roberto Tonera. As fortificações paraguaias e brasileiras na Guerra da Tríplice Alinça e seu registro no banco de dados internacional sobre fortificações
- Jaime Grau. Recuerdos del sargento mayor Pedro Duarte. Biblioteca Juan Bautista Gill

ICONOGRAFÍA
- Cesar Berni Valenzuela y Julio Antonio Battilana. El niño de Cerro Corá
- Mario Chaves. Las legiones en el Ejército argentino retratadas por los fotógrafos (1865-70)

Associação Mandu'arã (ed.)

Memória do Sexto Encontro de História sobre a Guerra da Triple Aliança

AssuntApresentação

Assunt150 anos após o início das hostilidades, a guerra entre a Tríplice Aliança formada por Argentina, Brasil e Uruguai contra o Paraguai, continua sendo o maior conflito internacional desenvolvido no continente. Pelo número de vítimas é o terceiro da história americana superado apenas por dois conflitos internos acontecidos na América do Norte, ou seja a Guerra de Secessão nos Estados Unidos (1861-1865) e a Revolução Mexicana (1910-1920).
AssuntNo entanto, este grande conflito armado que trouxe mudanças profundas na ordem geopolítica, econômica e social da região e que enlutou os quatro países com milhares de mortos civis e militares, continua uma grande incógnita, tanto em relação à origem do mesmo, bem como no seu desenvolvimento e, mais ainda, nas suas consequências terríveis. Para o Paraguai que suportou seis longos anos de guerra (1864-1870), somaram-se outros mais de ocupação militar (1869-1878) totalizando 14 (quatorze) anos que marcaram gerações a fogo e sangue, que também tiveram a missão de "reconstruir" o país dos escombros, uma tarefa que até agora não chegou a ser concluída. É por isso que o tema da Guerra do Paraguai afeta Paraguai como nenhum outro, e talvez seja por isso que ao longo da história do Paraguai de pós-guerra até hoje, a comemoração dos fatos, o seu estudo e análise são tão atuais quanto interessantes e contraditórios.
AssuntAs diferentes versões daquilo que aconteceu na Grande Guerra também se encontram e enfrentam, chocando em um duelo eterno que, às vezes, recria os combates encarniçados de Yatay, Corrales, Tuyutí, Curupayty ou Lomas Valentinas. E ao lembrar que "a política influencia a história e a história influencia a política" não devemos ficar surpresos por tão muita disparidade de critérios. Mas não queremos ser tão pretensiosos. Tentar de unificar tantas opiniões, verdades, mentiras e pesquisas feitas parece uma tarefa impossível, ainda hoje, depois de um século e meio.
AssuntFaz seis anos, a Associação Cultural Mandu'arã está cumprindo um papel como nexo e ponto de encontro entre historiadores e profissionais de diferentes países com visões, às vezes, diametralmente opostas. Temos a intenção de pesquisar e intercambiar informações com pesquisadores de todos os países e, neste ponto, podemos dizer que a produção acadêmica nestes Encontros Internacionais de História sobre a Guerra da Triple Aliança foi muito fecunda. Seis encontros seguidos: Paso de los Libres, Argentina (2009), Assunção, Paraguai (2010), Campo Grande, Brasil (2011), Corrientes, Argentina (2012), Montevideo, Uruguai (2013) e agora de novo a nossa amada Assunção "mãe das Cidades" que atua como anfitrioa em um cenário muito diferente daquele que os nossos antepassados viam naqueles anos lutuosos. Nesta Memória são recopilados trabalhos recebidos de historiadores e pesquisadores dos quatro países, com temas que vão desde a própria origem do conflito, o seu desenvolvimento desde o ponto de vista diplomático, militar, econômico e social, até o período da pós-guerra. Esperamos que esses trabalhos cheguem a contribuir para a historiografia da Guerra da Triple Aliança.

AssuntEduardo Hirohito Nakayama Rojas

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R$ 219,00

AssuntEl 22 de marzo de 1886, se dio inicio a una de las batallas más fantásticas de toda la guerra. Ante la presencia de más de 30 buques de la Alianza, una solitaria chata, fue remolcada por el vapor Gualeguay, que dejó su carga a media milla debajo de Itapirú.
AssuntAl rato, un disparo rompió el aire  y fue a caer cerca de la flota. A fin de descubrir a la nueva amenaza, se adelantó el acorazado Brasil escoltado por el Barroso. Los artilleros paraguayos afinaron la puntería y le metieron cuatro tiros que pegaron en las troneras, logrando que las esquirlas de las granadas penetrasen por las mismas, matando a los servidores de las piezas. Cuando llegaron a menos de cien metros, se desprendieron tres botes de estos, con varios hombres para intentar capturar al pequeño "monitor" paraguayo. La tripulación se lanzo al agua y ganó a nado la costa. Los marinos brasileros llegaron a la chata, pero un vivo fuego de fusilería  de una compañía de infantería desde la barranca les causó varias bajas, por lo que también abandonaron su presa. La flota Aliada no podía dejar las cosas sin castigo, por lo que le tiraron varias veces, hasta que una bala hizo estallar el depósito de pólvora del bote y se hundió. El cañón fue recuperado por los paraguayos pero la chata quedó destruida.
AssuntEl 25 de marzo, se preparó un gran banquete en el vapor de transporte Apa de la Armada del Brasil, para festejar la Jura de la Constitución de 1824. El buque, completamente abanderado como correspondía al caso, de pronto sintió el horrible silbido de un proyectil por encima del mismo. El buque estaba en la mira de un cañón de 8 pulgadas comandado por el Teniente de Marina José Fariña. Partieron 3 acorazados para cubrirlo y desactivar la amenaza, entre ellos el Tamandaré y el Bahía. La chata siguió haciendo fuego, cuyos proyectiles pegaron tres veces en el Bahía, haciendo añicos parte del mástil. La chata fue arrastrada hasta la orilla y ocultada bajo una lluvia de proyectiles.
AssuntEl 27, fue arrastrada de nuevo por el Gualeguay otra chata y colocada en el mismo lugar que la anterior, rompiendo enseguida fuego sobre la escuadra. Esta vez, atendiendo la experiencia de los días pasados, se dispuso que los cartuchos y depósitos se encontrasen en tierra, encargándose uno de los servidores en acercar los mismos a los artilleros, de manera de evitar que esta explotara si era impactada.

AssuntMemoria del 6to. Encuentro..., p.26-27
AssuntAssuntAssuntAssuntAssuntAssuntAssuntAssuntAssuntAssuntAssunAssuntAst* * * * *

AssuntOs jornais paraguaios do período da guerra, sobretudo, o jornal patriótico Cabichuí, chamavam os soldados imperiais de macacos:
As.....suntassociando os soldados negros com a pretensa covardia dos brasileiros. Para o Cabichuí, dom Pedro II era o 'grande macaco que
As.....suntostenta sua autoridade de Rei' e, em charge publicada, três dias depois, via-se um soldado paraguaio que chicoteava os 'covardes
As.....suntescravos', ou seja, negros desenhados com traços de macacos.

AssuntConforme Doratioto, a utilização de cativos no conflito também foi questionada pelo jornal Opinião Liberal, que dizia que a Guerra era resultado do capricho de Pedro II, pois a população tinha abandonado a luta; o periódico contestava o discurso do governo imperial "quanto à necessidade de levar a honra nacional, atingida pelo ataque de Solano López, ao afirmar que 'a honra que se entrega aos cuidados de galés e pretos minas não é honra, é uma mentira".
AssuntPara André Amaral de Toral, os jornais paraguaios menosprezavam o exército brasileiro, julgando-o compostos de negro e por ser assim, de qualidade inferior. O autor explicou que, soldados negros, ex-escravizados ou não, lutaram em pelo menos tres dos quatro exércitos dos países envolvidos. "Os exércitos paraguaio, brasileiro e uruguaio tinham batalhões formados exclusivamente por negros. Como exemplo temos o Corpo de Zuavos da Bahia e o batalhão uruguaio Florida".
AssuntSegundo o mesmo autor, com base na propaganda, poderia se pensar que no Paraguai da época não existiriam negros e nem escravizados. Porém a realidade era outra:

As.....suntA escravidão não havia sido abolida do Paraguai. O que havia era uma lei do ventre livre promulgada em 1842 por Carlos López, pai
As.....suntde Francisco Solano López. Os libertos da República, os que nasciam de janeiro de 1843 em diante, deveriam no entanto trabalhar
As.....suntpara os seus senhores, patronos, os homens até a idade de 25 anos e as mulheres até os 24. Era uma liberdade bastante relativa,
As.....suntportanto. No Paraguai, o recrutamento sistemático de cativos teve início em setembro de 1865, para preencher as baixas de feridos
As.....sunte de epidemias que assolaram o exército. As autoridades paraguaias, que convocaram os proprietários de escravos para doações
As.....suntvoluntárias, ofereciam uma indenização, más ninguém se permitia reclamá-la.

AssuntPara os próprios representantes do exército brasileiro, os negros libertados para combater na guerra não eram os soldados ideai. Para o duque de Caxias, por exemplo, a presença do negro nas forças militares não era sinônima de bravura, disciplina e moralidade:
As.....sunta introdução do elemento servil na suas fileiras esteja produzindo já seus maléficos resultados por meio dos exemplos imorais, e de
As.....sunttodo contrários à disciplina e subordinação dados constantemente por homens que não compreendem o que é a pátria, sociedade e
As.....suntfamília, e que se consideram ainda escravos que apenas mudaram de senhor". Inaceitável julgamento de valor sobre os atos dos
As.....suntmilhares de soldados brasileiros, argentinos e uruguaios que tiveram a sabedoria de obedecer ao sábio preceito plebeu que, se "Deus
As.....sunté grande, o mato é maior", escafedendo-se de uma guerra das elites abominada pelas populações subalternizadas.

AssuntMemoria del 6to. Encuentro..., p.232-233