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Título: El régimen de Stroessner y la resistencia indígena
Assunto: História da América Latina, antropologia social,
Assunto: identidade étnica dos povos indígenas do Paraguai
Autor: René D. Harder Horst
Formato: 16x22
Número de páginas: 393
Editora: CEADUC 2011
ISBN: 9789995376376
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René D. Harder Horst

El régimen de Stroessner y la resistencia indígena
(O regime de Stroessner e a resistência indígena)

José Zanardini:
Título: Damos as boas-vindas à tradução de The Stroessner Regime and Indigenous Resistance in Paraguay. Assim está disponível a indígenas e não indígenas um precioso material que enfoca um dos temas mais espinhosos e delicados.
Título: Com uma análise rigorosa e atenta das fontes históricas, com numerosas entrevistas com indígenas, antropólogos, indigenistas, missionários e políticos, e com notável sensibilidade, afeto e preocupação pela vida dos povos indígenas do Paraguai, René Harder Horst nos oferece um texto fundamental para entender o atormentado período stronista da história paraguaia (1954-1989) com suas implicações e consequências para os povos indígenas.
Título: Segundo o autor, a política indigenista de Stroessner passa por varias etapas: uma primeira, até 1966, em que o governo tenta integrar e assimilar os povos indígenas à sociedade nacional, “civilizando-os” e convertendo-os em campesinos; uma segunda etapa, entre 1967 e 1976, em que envereda para a exclusão; e finalmente uma terceira etapa até 1989, em que os povos indígenas se aliam à Igreja católica e a indigenistas e antropólogos para se opor à política integracionista e repressora de Stroessner e para buscar caminhos próprios, exigindo a aplicação de seus direitos ancestrais.
Título: O líder indígena maskoy René Ramírez expressou diante do papa João Paulo II, durante sua visita aos indígenas no Chaco em 1988, os sentimentos profundos e as expectativas com estas palavras: “Os não indígenas dizem que devemos nos civilizar; mas nós dizemos que eles devem se civilizar e nos respeitar como povos, devem respeitar nossos líderes e comunidades, respeitar nossas terras e nossas florestas; e pedimos que nos devolvem mesmo que seja apenas uma parte de tudo que nos tiraram: nós, os povos indígenas, queremos viver em paz com todos os paraguaios.".

Confere também a resenha de Luc Capevila em: Nuevo Mundo.Revues

Título: O regime de Stroessner tentou integrar a população indígena nas classes inferiores, a fim de se apropriar das terras, recursos, mão de obra e herança histórica dos nativos. O ditador procurou empregar as missões religiosas para alterar as culturas indígenas. Limitando a autossuficiência indígena, o governo promoveu a incorporação indígena na sociedade envolvente e seus mercados, e propiciou inclusive sua participação na política nacional. Ao mesmo tempo, porém, a resistência indígena independente transtornava o regime e contribuía com o levante social que ajudou a causar a queda do ditador. Mesmo quando participavam da sociedade nacional e a política, os nativos desafiavam como nunca antes as políticas econômicas do regime com sua própria concepção de produção independente, baseada na subsistência. No fundo, os povos indígenas ajudaram a conduzir a nação a uma democracia mais completa, ao reivindicar maior respeito pela pluralidade étnica e pelos recursos naturais que possibilitaram sua forma de vida independente.
Título: Este estudo das relações semânticas entre os povos indígenas e o regime de Stroessner representa outra contribuição aos poucos estudos contemporâneos existentes acerca deste país no coração do Cone Sul. A perspectiva de uma política indígena projeta luz sobre aspectos importantes, mas previamente ignorados do último regime paraguaio e põe em relevo a natureza particularmente ambígua das políticas sociais e econômicas do ditador. Mais importante ainda, esta história prova o alto grão em que os povos indígenas deram forma e influenciaram a uma nação na qual constituem uma minoria ínfima e frequentemente ignorada. (p. 28)
Título: Uma análise das relações entre indígenas e o regime mostra que as políticas indigenistas tinham um peso relativamente significativo dentro do programa político social de Stroessner, ampliando o leque da estratégia política indigenista na América Latina. Os intelectuais têm descrito a importância do indigenismo no México, Brasil, Equador e Peru, focos de antigas administrações coloniais com maiores populações indígenas. Inclusive no Paraguai, porém, por muito tempo considerado à margem dos acontecimentos internacionais, os políticos estavam muito bem versados no tema e viram nele a forma de seguir seu próprio caminho para se adequar às linhas indigenistas internacionais. Esta nação empregava as políticas indigenistas como parte de sua eterna luta por integrar a liga das nações mais desenvolvidas da América Latina. Stroessner utilizou a herança nativa para alinhar o país dentro de sua estratégia de Guerra Fria e de seus objetivos de desenvolvimento econômico. Para criar uma nação coerente a partir da diversidade de grupos étnicos, Stroessner sonhava com uma comunidade como a perspicazmente descrita por Benedict Andersom. Diante do fato, porém, de ele ter estruturado sua própria política indigenista inspirado pelos exemplos mexicano e brasileiro, o ditador compartilhava dos mesmos resultados controvertidos, ambíguos e às vezes escandalosos. (p. 337-9)

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