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Olhe para dentro

Título: Catecismo de la lengua guaraní
Assunto: Cultura guarani, etnografia, linguística, história
Ano: 2008
Autor: Antonio Ruiz de Montoya
Publicação: Bartomeu Melià
Formato: 14,5x20
Número de páginas: 472
Editora: CEPAG
ISBN: 9789995349042
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Antonio Ruiz de Montoya

Catecismo de la lengua guaraní (1640)

Bartomeu Melià s.j.:
Título: Para que um novo Catecismo de la lengua guaraní, impresso na Espanha em 1640, que poderia cumprir sua tarefa somente se fosse transportado para o Paraguai? O autor do Catecismo, o padre Antonio Ruiz de Montoya, nascido 1585 em Lima e jesuíta desde 1606, chegara ao Paraguai em 1612, como sacerdote recém-ordenado. Tinha trabalhado na missão dos Guaranis e fundado aldeias-reduções em Guairá (hoje no Estado brasileiro do Paraná) que nos anos 1628-1630 foram atacadas e destruídas pelos paulistas que levaram milhares de índios cativos para o Brasil. Montoya teve que iniciar um êxodo com os 12.000 restantes por rios, cataratas e bosques, uma marcha triste que desceu o Rio Paraná e resultou em grande mortandade por desgraças de fome, enfermidades e naufrágios – somente 4.000 pessoas chegaram ao destino. Os excessos dos "bandeirantes" de São Paulo continuaram no sul e acabaram com as aldeias recentemente fundadas do Tape. A solução podia ser ir à corte de Madri e pedir a licença de os Guaranis terem armas de fogo para se defender. Desde setembro de 1638, Montoya estava em Madri, principalmente para este fim.
Título: Nesse tempo, ele se dedicou também à publicação de sua monumental obra linguística, da qual fazem parte o Tesoro de la lengua guaraní (1639), o Arte y Bocabulario de la lengua guaraní (1640) e o Catecismo en la lengua guaraní (1640). É muito provável que Montoya tenha iniciado a elaboração de seu Catecismo quando ainda estava em Guairá; afinal, foi uma época de relativa tranquilidade e de grande dedicação à língua. Possivelmente, o trabalho já estava bem avançado em 1616 quando terminou de redigir o Arte y Bocabulario. Na sua chegada ao Paraguai, o padre Antonio Ruiz de Montoya tinha começado imediatamente a pregar e ensinar o catecismo na língua guarani (Cartas Anuas I:176). O texto definitivo "visto e examinado por pessoas competentes na dita língua guarani, tanto da nossa religião [isto é, por jesuítas] como de fora” é aquele aprovado pelo provincial Diego de Boroa em Buenos Aires, em 4 de outubro de 1637, quando Montoya começou sua viagem a Madri.
Título: O Catecismo de Montoya vai além de sua primeira intenção que é ó ensino da fé: anuncia também um programa de educação bilíngue, ou, melhor, o ensino do espanhol como segunda língua. É o primeiro livro bilíngue na história do Paraguai e talvez o único da época colonial. Nas escolas, o Catecismo de Montoya podia servir de “cartilha” escolar, pois devemos lembrar que as cartillas, um método para aprender a ler em continuação do abecedário, continham um texto mais ou menos extenso da doutrina. O texto de Montoya deve ter cumprido as mesmas funções. O processo da entrada do espanhol no Paraguai e concretamente nas Reduções jesuíticas não teve êxito. O que mais se desenvolveu foi efetivamente o fortalecimento do guarani, que passou a ser escrito e no qual foram produzidos e até mesmo editados numerosos documentos e obras literárias.
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