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Título: Memoria histórica acerca de la decadencia y la ruina
Título: de las Misiones Jesuíticas en la Cuenca del Plata.
Título: Su estado actual [1856]
Assunto: Missões jesuíticas, etnografia, geografia
Ano: 2011
Autor: Jean Antoine Victor Martin de Moussy [es]
Apresentação: Bartomeu Melià
Prefacio: Gilles Bienvenu
Formato: 16x23
Número de páginas: 125
Editora: Editorial Arte Nuevo
ISBN: 9789995391751
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Jean Antoine Victor Martin de Moussy [es]

Memoria histórica acerca de la decadencia y la ruina de las Misiones Jesuíticas en la Cuenca del Plata. Su estado actual [1856]

Bartomeu Melià:
Título: Nos anos da ditadura suprema do Dr. Gaspar Rodríguez de Francia foram raras as pessoas que puderam entrar no novo país e raras as que conseguiram sair. Nos tempos de Carlos Antonio López, a porta abre-se, e recebemos visitas de ingleses, espanhóis e franceses. Cada um dirá de sua maneira o que está vendo e o que pensa desse novo Estado agora soberano.
Título: Um dos visitantes importantes que entrou naquele Paraguai foi Jean Antoine Victor Martin de Moussy. Suas viagens e andanças durante os anos 1854 e 1856 permitiram-lhe criar uma ideia e ter sua própria visão do país, daquilo que é agora em comparação com o que já foi e o que poderia ou deveria ser. Assim ele lamenta o quanto foi desperdiçado com a mudança de um estado para outro e como uma região que ele admira especialmente - as Missões jesuíticas - caminha inevitavelmente para sua ruína. Após sua visita escreve imediatamente as experiências que viveu e as publica em espanhol em 1857, até mesmo antes da publicação em francês.
Título: Trata-se de fato de uma memória de memórias. Esses caminhos, que atravessam agora campos de solidão, decadência e ruína, passavam antes por cidades admiráveis, campinas bem cultivadas, estâncias repletas de gado e selvas abundantes.

Gilles Bienvenu:
Título: A memória histórica acerca da decadência e da ruína das Missões Jesuíticas na Cuenca del Plata de Martin Moussy, aqui apresentada, insere-se na confluência exata de três correntes de interesse do pensamento francês do século XIX.
Título: A primeira corrente nasceu no século XVIII. Inicia-se com Diderot, como uma poética das ruínas. Com Diderot, o filósofo da ilustração, a reflexão sobre as ruínas é uma meditação sobre a fragilidade, a precariedade dos projetos humanos e também dos poderes estabelecidos. A contemplação das ruínas ajuda-nos a antecipar a destruição futura das potências atuais.
Título: A segunda corrente é o interesse do pensamento político francês pelas missões jesuíticas do Paraguai. De 1702 a 1776, a publicação na França das Cartas edificantes e curiosas dos jesuítas tinha alimentado um debate filosófico sobre as missões jesuíticas do Paraguai, cujo pano de fundo político estava claro. Montesquieu referia-se com reverência a elas como a uma fonte de reflexão sobre a sociedade ideal. Voltaire fará exatamente o contrário; ele as converteu em algo ridículo para revelar o poder absoluto dos jesuítas sobre os índios. Moussy refere-se a esta vasta tradição quando evoca essas missões "das quais tanto se falou numa época para caírem depois num profundo esquecimento".
Título: A terceira corrente é a busca e descrição de novos horizontes, de novas terras para onde os colonos franceses poderiam vir em busca de fortuna. Muitos franceses pertencentes às classes mais populares buscam do outro lado do oceano a possibilidade de melhorar suas condições de vida, o que parece impossível na França, assim como fazem nesse mesmo tempo também muitos europeus da época.
Título: A redação de Memoria Histórica foi determinada por um conjunto de interesses franceses, mas vai além disso. A obra é um documento notável sobre o estado das missões jesuíticas três quartos de século depois de seu abandono forçado.

Título: O aspecto das Missões do Paraguai é magnífico; é um país cortado por planícies, colinas acidentadas e por numerosos e abundantes córregos, susceptíveis a todos os cultivos, e cuja população total está hoje superior à do tempo dos Padres, porque muitos paraguaios vieram a morar nele. Hoje produz milho, trigo, cana de açúcar, mandioca, tabaco etc. O gado é criado regularmente, e os bosques encerram magníficas madeiras de construção e ricos talos corantes. Os ervais são abundantes e chegam até a cordilheira.
Título: A Missão de Jesus não compreende hoje mais que 300 almas, todos índios, exceto o mordomo e sua família. Essa aldeia fica bem na beira das selvas virgens que se estendem indefinidamente ao norte entre a cordilheira e o Paraná. A igreja bastante linda está num estado regular, como também o colégio que o governo manda manter. As casas abandonadas ao cuidado dos índios, porém, começam a cair em ruínas. Eles gostam mais de levantar cabanas de palha muito baixas em que vivem. Os jesuítas tinham começado a construção de um novo templo muito grande a uma quarta légua de Jesus. Os trabalhos ficaram suspensos desde sua saída. As paredes espessas e sólidas estão em pé, mas muitíssimas árvores crescem no recinto e não tardarão de fazer cair esta grande construção. (p. 95)

Sumário:
Presentación, por Bartomeu Melià
Introducción de la edición francesa de 1864, traducida al castellano
1. Conquista de las regiones del Plata por los españoles
2. Organización de las tribus conquistadas
3. Yanaconas y mitayas
4. Se llama a los jesuitas para doctrinar a los indios
5. Fundación de las primeras Misiones
6. Conquista de la Provincia de la Guayra por los mamelucos
7. Los jesuitas fundan sus reducciones del Paraná y del Uruguay
8. Los 33 pueblos jesuíticos
9. Descripción del territorio de Misiones
10. Sistema de gobierno
11. Comunidad
12. Trabajos
13. Productos
14. Hostilidad y celos de los pobladores del Plata contra los jesuitas
15. Esplendor de las Misiones en 1750
16. Los portugueses en la colonia del Sacramento
17. Tratado de 1750 entre Portugal y España
18. Cesión de las Misiones Orientales
19. Resistencia de los guaraníes
20. Guerra llamada jesuítica
21. Anulación del Tratado en 1761
22. Reproches hechos a los jesuitas: Riqueza, Minas, Alhajas, Estancias, Armamento, Reglamento militar
23. Expulsión de los jesuitas en 1767
24. Desolación de los indios; su carta a Bucarelli
25. Nueva organización
26. División administrativa
27. Cabildo indio
28. Decadencia de las Misiones
29. Conquista de las Misiones orientales por los portugueses en 1801
30. Administración de Don Bernardo Velazco
31. Expedición de Belgramo al Paraguay
32. Disturbios en las Misiones occidentales
33. Artigas
34. Guerra con los portugueses
35. Andrés Tacuatí, dicho Andresito de las Misiones
36. Sitio de San Borja
37. Expedición de Chagas en las Misiones
38. Destrucción de los diez pueblos del Uruguay por los portugueses
39. Evacuación y destrucción de los cinco pueblos paranaenses por Francia
40. Derrota de Andresito en Itacorubí
41. Ruina absoluta de las Misiones occidentales; dispersión de los indios
42. Fugitivos de Pirapuytan
43. Caída de Don José de Artigas y su retirada al Paraguay
44. Estado de las Misiones orientales, su ruina en 1826 por el General Rivera
45. Misiones del Paraguay, su historia desde 1810 hasta su disolución
46. Estado actual de las Misiones occidentales
47. Estado actual de las Misiones orientales
48. Estado actual de las Misiones paraguayas
49. Mojos y Chiquitos
50. Conclusión

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