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Título: Dominación colonial y trabajo indígena
Assunto: Historiografia sobre a América colonial,
Assunto: análise da realidade social e ecônomica
Assunto: dos povos ameríndios sob domínio colonial
Autora: María Laura Salinas
Formato: 15x21,5
Número de páginas: 332
Editora: CEADUC 2010
ISBN: 9789996770906
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María Laura Salinas

Dominación colonial y trabajo indígena. Un estudio de la encomienda en Corrientes colonial
(Dominação colonial e trabalho indígena. Um estudo da 'encomienda' em Corrientes colonial)

Português | Español | English
R$ 224,00

Assunto: Introdução:

Dividimos a pesquisa em duas partes. A primeira é de cunho teórico e descritivo. Foram apresentados os conceitos teóricos necessários para fundamentar a pesquisa, e detemo-nos especialmente em descrições da região, do espaço e dos povoados de índios que são parte do território e fundamentais para nossa pesquisa.

Nesta primeira parte incluímos quatro capítulos. No capítulo inicial, denominado “Perspectivas teóricas para estudar a encomienda” procuramos caracterizar resumidamente a micro-história como prática historiográfica, fazendo um percurso por seus postulados mais significativos. Também apresentamos os principais postulados teóricos que sustentam as análises demográficas realizadas em capítulos posteriores e que provêm geralmente do campo antropológico, e damos os esclarecimentos necessários sobre os conceitos-chave que aparecem ao longo do trabalho.
No capítulo II, denominado “A encomienda no Río de la Plata” realiza-se uma síntese do desenvolvimento das encomiendas desde suas origens peninsulares até sua inserção no território americano, desde a aplicação antilhana até a instalação no Río de la Plata, assim como da legislação vigente, elaborada e aplicada a esta região.
O capítulo III, denominado “Corrientes e seus povoados de índios” procura caracterizar as propriedades do regime neste território, e faz referência ao marco geográfico, administrativo e econômico da região correntina colonial, à fundação de Corrientes e ao desenvolvimento paralelo dos povoados de índios que iam se formando neste espaço.
No capítulo IV, denominado “A problemática das fontes: as visitas de índios em Corrientes”, realiza-se uma caracterização das visitas como fontes e sua estrutura. Faz-se referência à história e historiografia da instituição, assim como às possibilidades e limitações de trabalhar com estas fontes no caso de Corrientes e das encomiendas.

Na segunda parte desta pesquisa procuramos realizar uma aplicação dos conceitos teóricos apresentados na parte inicial; a nosso ver, este segundo segmento do trabalho constitui o centro do mesmo, e nele se apresentam os aportes principais desta pesquisa. Ela está constituída por cinco capítulos.
No capítulo V, designado “As encomiendas correntinas”, abordam-se as particularidades da aplicação da instituição na região na segunda metade do século XVII, as mudanças significativas que se manifestaram, e se incluem as análises de alguns elementos que formam a instituição, como, por exemplo, o trabalho e o tributo indígena.
Os capítulos VI e VII referem-se à população das encomiendas correntinas na segunda metade do século XVII e início do XVIII. No primeiro destes capítulos concentramo-nos na população Guarani do povoado Itatí, que oferece maiores possibilidades de análise, já que foi receptora de controles sequenciais por parte das autoridades coloniais, que nos deixaram uma boa quantidade de fontes para estudar a dinâmica demográfica desta redução num período considerável que se estende ao longo da segunda metade do século XVII e do primeiro terço do século XVIII. O capítulo seguinte refere-se às reduções chaquenhas: Santiago Sánchez y Santa Lucía de los Astos, formadas por etnias chaquenhas. Ambos os capítulos tratam especificamente os aspectos demográficos: dados acerca da população, organização das famílias, número de filhos, características dos tributários, reservas etc.
O capítulo VIII, denominado “Um modelo para estudar a encomienda”, pretende criar, a partir de um diálogo com a antropologia, um modelo para abordar o estudo da encomienda. Prioritária está a relação entre consumo e trabalho dentro do sistema, e nestes aspectos centramos a análise.
O capítulo IX, denominado “Os índios urbanos de Corrientes”, refere-se particularmente à situação dos índios originários que são conhecidos em outras regiões pelo nome de Yanacona. Nosso interesse é esboçar as diferenças com os índios reduzidos em povoados acerca das características da aplicação das encomiendas em cada um dos casos. Os índios que habitavam com seus encomenderos estavam em maior medida sujeitos ao serviço pessoal, motivo de nosso interesse especial na análise desta situação.

Desta maneira, tomando como eixo a aplicação da encomienda neste território marginal do vicerreinado do Peru, pretendemos realizar um estudo que oferece uma olhada diferente sobre os atores que faziam parte desta instituição, sobre o sistema imposto na vida de redução e sobre as particularidades que resultaram da imposição de um regime socioeconômico aos povoados de Guarani e Guaycuru na segunda metade do século XVII, com avanços, em alguns aspectos, para o século XVIII.