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Título: Ayvu Rapyta.
AssuntTextos Míticos de los Mbyá-Guaraní del Guairá
Assunto: Estudos antropolôgicos e etnológicos sobre
os povos indígenas das terras baixas sulamericanas
Compilador: León Cadogán
Format: 15,5x21,5
Número de páginas: 321
Editora: CEADUC/CEPAG, Fundación "León Cadogan" 1997
Sumário

Cap. I: Maino i reko ypykue. Las primitivas costumbres del Colibrí
La aparición del Ser Supremo.

Cap. II: Ayvu rapyta. El fundamento del lenguaje humano.
Creación de las llamas y la neblina; del fundamento del lenguaje humano; del amor al prójimo; de un himno sagrado. Creación de los cuatro padres de la palabra y sus consortes. Kuaarara, palabra sagrada.


Cap. III: Yvy Tenonde. La Primera Tierra
Creación de la Primera Tierra y los siete Paraísos. Ñande Ru entrega la Primera Tierra a sus lugartenientes y se retira a las profundidades del Paraíso. Instrucciones de Ñande Ru a sus lugartenientes referentes al gobierno del mundo.


Cap. IV: Oñemboapyka pota jeayu porãngue i rembirerovy'arã i. Se está por dar asiento a un ser para alegría de los bien amados
Himno de la Encarnación. Los Patronímicos Sagrados. Mensaje divino recibido por el dirigente que bautiza a las criaturas. La Reencarnación. La radical "ã" y sus derivados; valor filológico.


Cap. V: De la paternidad y de la muerte
Himno de la paternidad y endecha de la muerte. Endechas fúnebres. El culto de los muertos.


Cap. VI: Yvy Ru'û. El Diluvio
Destrucción de Yvy Tenonde. Tránsito de los virtuosos y metampsicosis de los pecadores


Cap. VII: Yvy Pyau. La Nueva Tierra
Creación de la nueva tierra que habitamos. Creación de la humaniad. Mito del robo del fuego.


Cap. VIII: Pa'i Rete Kuaray. El Señor del cuerpo como el Sol
Ell llamado "Mito de los Gemelos". Génesis del Sol y de la Luna. Sus hazañas.


Cap. IX: Arandu porã ogueno'ã va'e, mba'e mbojaitya, Jakairakuéry pyrõnga. Los que se inspiran en la buena ciencia, conjurado los maleficios: los lugartenientes de los Jakairá
Medicina Mística. Maleficios y embrujamiento. Juicio por hechicería. Duendes y figuras de la mitología. Plegárias e himnos para la obtención de la buena ciencia. Mensajes de los dioses inspirando a los médicos agoreros. Himno de un dirigente. Algunos mensajes recibidos.


Cap. X: Poã Reko Achy. Los Remedios Imperfectos.
La Medicina Racional. Origen de las dolencias que cura la Medicina Racional. Recetas. Ginecología.


Cap. XI: Ñande rekorã oeja va'ekue Ñande Ru Porãkuéry. Los preceptos que dejaron Nuestros Buenos Padres para nuestro gobierno
El código Penal. Comedia que tiene por tema un caso de infidelidad conyugal. El Homicidio.


Cap. XII: Karai ogueroayvu gua'y omendache va'e. Un señor da consejos a su hijo que quiere casarse. Preceptos del padre a su hijo. Puericultura.

Cap. XIII: Ma'ety rekorã i. Normas para la agricultura
Agricultura. Siembra. Obtención de lluvias. Plegaria. Tembi'u aguyje; madurez de los frutos.


Cap. XIV: Guyra Marangatu. Guyra kyrî iamboae reegua ayvu. Las Aves Migratorias. Palabras referentes a otros pajaritos
Leyendas y supersticiones relacionadas con las aves.


Cap. XV: Irû porã - Ka'avo. Amuletos-Filtros

Cap. XVI: Kapitã Chiku. Capitán Chikú (Los héroes divinizados de la mitología mbyá-guaraní).
Mesianismo oculto de los héroes divinizados. Obentción de aguyje de Kapitã Chiku.


Cap. XVII: La lengua de Nuestros Padres y otros datos lingüísticos.
El idioma secreto de origen no-guaraní y otros datos lingüísticos.


Cap. XVIII: Cuentos. Cantos infantiles. Saludos

Cap. XIX: El concepto guaraní de "alma".
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León Cadogán (comp.)

Ayvu Rapyta. Textos Míticos de los Mbyá-Guaraní del Guairá

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Introdução

Espero que esta recopilação de mitos, lendas e tradições, que não pretendo que seja mais do que um bosquejo, feita com o único propósito de sublinhar determinados aspectos da cultura guarani, que não receberam a atenção que merecem, forneça certos elementos de juízo de utilidade para o linguista, e facilite a tarefa do pesquisador que pretende levantar o véu que cobre o pensamento místico da raça indígena.

E embora Nimuendajú, o etnólogo de renome mundial, afirma que os guaranis foram objeto de muitos estudos, tanto do ponto de vista da raça como da língua, os problemas de caráter linguístico que deixaram perplexo a este eminente pesquisador – e que um conhecimento superficial do vocabulário religioso e das tradições dos nossos Mbyás teriam lhe permitido dilucidar – constituem prova fidedigna de que nossos índios podem nos ensinar ainda muito... Mas, como diz o mburuvicha no mito de Pa'i Rete Kuarahy. referindo-se ao lugar encantado onde se ergue a palmeira eterna entre cujos galhos voltea passarinho lendário Piri'yriki e onde brotam da terra águas dos quais beberam Ñande Ru e Ñande Jaryi, progenitores da raça Mbyá-Gurani, lugar onde permanecem intactas as pegadas da nossa Avó, apesar dos milênios que transcorreram, "essas coisas vamos ver novamente só se o nosso amor é sincero. Aquele que permitir que o seu amor se bifurque, não chegará a ver essas coisas."

Acerca do valor que para linguista representa o vocabulário Mbya-Guarani, permitindo-lhe estudar como homem "primitivo" superou as dificuldades que fizeram ele tropeçar para expressar idéias abstratas que surgiram em sua mente, darão uma idéia as palavras utilizadas pelo mburuvicha: poeta, teólogo, legislador da tribo, para traduzir os nossos conceitos de onipotente, eterno, encarnar, ressuscitar e muitas outras que aparecem nesses textos. Sobre os outros pontos que me chamaram atenção não entro aqui em detalhes, por ter dedicado a cada um deles umas linhas nas notas lexicológias que acompanham cada capítulo.

Os Mbyás (Mbiás ou Embiás) com os quais mantenho relações vivem espalhados em pequenos grupos através do departamento atual de Guairá (Paraguai), na região entre Yuty ao sul e San Joaquin ao norte; mas existem outros grupos da mesma tribo – chamada Caigua – no meio da vasta região entre o rio Vacaria, Brasil, e o rio Uruguai. Para informações atuais acerca dos Mbyás em Brasil, Argentina e Paraguai acesse: http://pib.socioambiental.org/pt/povo/guarani-mbya

(...)

Esta recopilação é uma transcrição literal de ditados feitos pelos próprios índios, tendo sido eleitos para o efeito aqueles líderes que a minha experiência indicava como os mais idôneos e confiáveis. Registrar no papel esses ditados foi possível graças à colaboração do capitão Francisco de Tava'i e de Cyrilo de Yvytuko, que repetiram as palavras dos líderes fornecendo explicações sobre o significado das palavras e frases que eram desconhecidas para mim etc. Os verdadeiros autores desta obra são o cacique Pablo Vera de Yro'ysã, Potrero Blanco de Colonia Independencia (perto de Paso Jovái); Kachirito de Paso Jovái, Obrajes Naville; cacique Che'iro do Alto Monday (Obrajes Fassardi); capitão Francisco (Chiko i) de Tava'i e um soldado cujo não lembro; Tomás e Cirilo de Yvytuko, Potrero Garcete da Colonia Mauricio José Troche; Higinio e Mario Higinio , já mencionados; e outros cujos nomes aparecem no texto. Higinio, como soube, foi sentenciado por assassinato não muito tempo atrás; o cacique Che'iro morreu de leishmaniose; os demais vivem enquanto eu escrevo estas linhas.

León Cadogan

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