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Título: Zamucos
Assunto: Missões jesuíticas, história da América do Sul,
Assunto: povos indígenas ameríndios,
Autora: Isabelle Combès
Formato: 17x24
Número de páginas: 318
Editora: Itinerarios 2009
ISBN: 9789990594614
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Isabelle Combès

Zamucos

Título:Introdução:

“A cultura ayoré não parece ter guardado rastro da influência dos missionários”, escrevia há três décadas Carmen Bernand (1977); “O povo ayoréode, assim como o vemos na atualidade, deve se ter constituído de Ayoréode que os jesuítas nunca alcançaram e de outros que retornaram ao mato depois da expulsão dos jesuítas”, apontava Bernd Fischerman quinze anos depois (1993). Na literatura boliviana recente existe um consenso implícito que faz dos Ayoreo atuais os descendentes dos indígenas Zamuco reduzidos no século XVIII nas missões jesuíticas da Chiquitania: “Os Zamuco são os antepassados do atual povo Ayoreode” (Tonelli 2004). Eu mesma pensava poder afirmar, poucos anos atrás, que os diferentes grupos zamuco mencionados pelos jesuítas “são nada mais que grupos locais ayoréode” (Combès 2002).

Cabe esclarecer que, embora usem um plural nativo (ayoréode), espanhol (ayoreos) ou uma terminação invariável (ayoré), os diferentes autores falam das mesmas pessoas, a saber, de uma das atuais etnias do Chaco boreal que pertence à família linguística zamuca. O esclarecimento não parece supérfluo, pois estas “mesmas pessoas” são qualificadas por uns como filhos distantes dos Zamuco reduzidos nas missões, por outros de descendentes de indígenas “preservados da influência dos jesuítas” (Bernard 1977) ou ainda, salomonicamente, como herdeiros de ambos. Embora estejam incompatíveis entre si, estas três hipóteses continuam em vigor e salpicam, aqui e ali, os textos antropológicos dedicados hoje aos Ayoreo. Pois se há algo de que podemos estar seguros, é que a história dos grupos indígenas zamucofalantes representa um grande branco na historia étnica do Chaco boreal que já em si é pouco conhecida.

São vários os fatores que podem explicar esta situação, começando pela escassez das notícias históricas sobre o “Chaco adentro”. Até meados do século XIX – com a exceção dos documentos relativos aos efémeros trinta anos de existência da missão de San Ignacio de Zamucos –, as informações provêm todas da periferia do Chaco, quer dizer, da região de Chiquitos e do Alto Paraguay – somando recentemente, na segunda metade do século XIX, ao oeste a Cordillera Chiriguana.

Contudo, devemos reconhecer também que, além de escassas e dispersas, estas fontes foram muito pouco consultadas por pessoas que se interessaram pela história dos grupos zamucos – com exceções gloriosas como Suzanne Lussagnet ou Branislava Susnik. Talvez primeiro porque foram muito poucos os interessados na historia dos zamuco falantes: os trabalhos dedicados a seus atuais representantes são de índole nitidamente antropológica. No caso específico dos “ayoreólogos”, cujos objetos de pesquisa “apareceram” à luz pública recentemente, nos anos 1940, há ainda outro fator que parece determinante: esta “aparição” transmitia o postulado do isolamento secular, se não milenar, dos Ayoreo.

A tarefa que eu me proponho aqui é revisar estas notícias escassas pouco lidas ou não levadas em conta. Não pretendo reconstruir “a historia dos Zamuco” – essa tarefa exigiria vários volumes e um conhecimento das atuais culturas ishr e ayorea que não  tenho. Pretendo, sim, pelo menos estabelecer um balanço da informação disponível e oferecer pistas de pesquisa. Repassarei no início as hipóteses existentes e os problemas que elas apresentam ou deixam não resolvidos, e o farei com base no trabalho recente e muito sugestivo de Nicolás Richard (2008a). Depois passarei a revisar os dados existentes, particularmente para o período jesuítico, tentando resgatar deles o que podem contribuir (ou não) para a historia de “os Zamuco” ou, mais do que isto, para a historia étnica desta parte do Chaco boreal.

attttttttttttttttttttttttIsabelle Combès



O livro de Combès contém ao menos três contribuições revolucionárias. A primeira, de natureza teórica, mas também de indubitável relevância metodológica, consiste na pressuposição de que a historicidade, essa dinâmica imposta a qualquer sociedade, foi também um atributo essencial dos Zamuco. O segundo reside na feliz integração da informação documental com o testemunho de alguns Ayoreo e Chamacoco. A terceira contribuição – inédita para mim – consiste na demonstração da magnitude do impacto missioneiro do século XVIII na transformação cultural dos antepassados diretos dos Chamacoco atuais […].

attttttttttttttttttttttttDr. Edgardo Jorge Cordeu (CONICET - Argentina)

Título:Sumário (resumido):

Pisando hormigas
1. Un rompecabezas
11a. Ayoreos e ishr
11b. Del inquietante destino de los zamucos
11c. Entre Escila y Caribdis

2. Antes de los zamucos (siglos XVI-XVII)
11a. Un hilo de Ariadna
11b. De Morotoco, Colope, y unos cuantos más
11c. Chanés, chiquitos y perros

3. Los zamucos de los jesuitas (1711-1767)
11a. Los grupos
11b. Ordenado el tablero

4. La reducción de los zamucos (1711-1767)
11a. Primera ola de evangelización, 1711-1745
11b. El ingreso del bloque oriental: 1754-1767
11c. El el crisol de las misiones

5. El largo siglo XIX (1768-1932)
11a. Guarañocas, potoreras, xamicocos
11b. Moros (y muchos más) en la costa

6. Hacia el presente
11a. Guerra del Chaco y guerra zamucas
11b. Ayoreos.

Continuará

Anexos

Anexo 1. Documentos sobre la Evangelización de los zamucos, siglo XVIII
1. Adiciones a las expediciones anuas de las Misiones de los Chiquitos, 1717-1718 (extractos)
2. Breve noticia de las misiones... (Juan de Montenegro, 1976)
3. Carta del padre Ignace Chomé al padre Vanthiennnen, San Miguel de Chiquitos, 15 de septiembre de 1746
4. Anua de las misiones de Chiquitos del año de 1753
5. Anua de las Misiones de los Chiquitos del año de 1761
6. Noticias sobre las misiones del Paraguay hasta Corrientes y el Brasil por el Padre Francisco Lardín (extractos)
7. Carta del padre Antonio Guasp al padre Esteban Palotzi sobre su misión a la nación Caipotórade en 1754. Santo Corazón, 22 de mayo de 1763 (extractos)
8. Carta del padre Gaspar Troncoso al superior de las misiones, San Ignacio de Chiquitos, 25 de abril de 1763
9. Carta del padre Narciso Patzi sobre la reducción de los Tunachos, Santiago, 28 de febrero de 1763 (trunca)
10. Carta del padre José Pellejà sobre la reducción de Santiago de Chiquitos, Ravena 9 de agosto de 1769
11. Carta del padre Tomás de Reboredo sobre el pueblo de San Juan Bautista, Ravena, 19 de agosto de 1769

Anexo 2. Potoreras en Santiago (1793-1797)
1. Acerca de indios apostatas de la parcialidad potorera que llegaron a Santiago, 1793
2. Carta del gobernador de Chiquitos, Melchor Rodríguez a la Audiencia de La Plata. Acompaña testimonios de cartas (1973)

Anexo 3. Relatos zamucos
1. Ishir: la saga de Basebygy
2. Ayoreos: eduguéjnai y agayé

Anexo 4. Glosario de los principales etnónimos citados
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