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Título: La reducción imposible. Las expediciones Título:
Título: del padre Negretea los Pacaguaras (1795-1800)
Assunto: Missões jesuíticas, História da América do Sul,
Título: povos indígenas ameríndios
Autor: Diego Villar, Lorena Córdoba, Isabelle Combès
Formato: 17x24
Número de páginas: 262
Editora: Itinerarios 2009
ISBN: 9789990594652
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Diego Villar, Lorena Córdoba, Isabelle Combès

La reducción imposible. Las expediciones del padre Negrete a los Pacaguaras (1795-1800)
(A redução impossível. As expedições do padre Negrete aos Pacaguara [1795-1800])

Título: Sumário:

Prólogo
Apresentação
Rumo a una etno-historia dos panos meridionais
Título: O problema
Título: Os pacaguaras até o final do século XVIII
Título: A gesta de Negrete
Título: A multiplicação dos panos
Título: A era republicana
Título: A hora dos Chacobo e dos Caripuna
Título: A febre da borracha
Título: Rumo a sedentarização
Título: Guardiões de uma tribo que está morrendo
Título: O jogo dos etnônimos
Título: A unidade dos panos meridionais
Título: Uma interpretação alternativa
Título: A história  dos panos meridionais como sequência de relações inter-étnicas
A saga de Negrete
Título: Primeiras expedições aos Pacaguara
Título: Preparativos da primeira expedição (8 de setembro a 16 de outubro de 1795)
Título: A primeira expedição (16 de outubro a 23 de novembro de 1795)
Título: Segunda expedição e inícios de Nuestra Señora del Pilar de Pacaguaras (7 de dezembro de 1795 a 22 de abril de 1796)
Título: Terceira expedição aos Pacaragua
Título: Preparativos da terceira expedição (4 de maio a 20 de setembro de 1796)
Título: A terceira expedição (19 de setembro a 25 de outubro de 1796)
Título: Resultados da terceira expedição (7 de dezembro de 1796 a 19 de fevereiro de 1797).
Título: Chegada de 27 Pacaragua a Exaltación
Título: Anúncios da chegada de 27 Pacaguara a Exaltación (19 e 20 de março de 1797)
Título: O destino dos 27 Pacaguara (27 de março de 1797 a 21 de maio de 1798)
Título: Batismos de Pacaguara de Exaltación (27 de julho de 1799 a 20 de agosto de 1800)
Anexos
Bibliografia

Título: Prólogo

Título: Enviado por don Miguel Zamora y Triviño, governador político e militar da província de Mojos, o padre Negrete embarcou em 1795 para a primeira de uma série de três expedições destinadas à redução dos ferozes Pacaguara. Até então irreduzíveis, esses indígenas desfrutavam ainda no fim do século XVIII de uma total independência e ocupavam um imenso território correspondente a praticamente a metade do norte da atual Bolívia. Naquela época, os Pacaguara não eram totalmente desconhecidos. Já em 1692, o padre Eguiluz incluiu-os entre as principais nações da província; algumas décadas mais tarde, em 1737, o governador de Santa Cruz registrava alguns Pacaguara – embora no final da lista – entre os 35.000 índios “reduzidos” da região. Referindo-se ao fim do século XVII, Armentia avalia em um mínimo de 6.000 os Tacana e Pacaguara da margem esquerda do Rio Beni e escrevia: “Os segundos [são] mais rebeldes à civilização que os primeiros; talvez porque não se tem conseguido reunir uma agrupação desta raça que pudesse servir de ponto de união aos demais. Daqui provém que todos os esforços, todos os trabalhos dos missionários de Apolobamba se dirigem durante o século XVIII à redução da língua Tacana, sem se desentender dos Pacaguara”.
Título: Nada surpreendente, pois, devido ao enorme interesse despertado pela empresa de Zamora, que qualifica em junho de 1797 orgulhosamente seu governo como “época de reduções, desde que os jesuítas realizaram as suas há 130 anos”. Nada surpreendente também ao verificar que, desde o início, os intérpretes Reyesano das expedições de Negrete conseguiram se comunicar facilmente com os Pacaguara. Ao que parece, o próprio Negrete, que dominava o idioma Calixciana e sobretudo o Cayubaba, possuía já algumas noções de sua língua, inclusive antes de sair em busca deles. Em outras palavras, os Pacaguaras ocupavam já um lugar fundamental na paisagem sociopolítica e no imaginário local – inclusive em seu contato com os que chegariam a ser chamados mais tarde de carayanas, os “brancos”. Seus descendentes mais o menos diretos, os Chacobo, recordam ainda que cidades atuais como Riberalta e Guayaramerín foram erguidas sobro o local de seus próprios assentamentos, liderados respectivamente por Mahua Machiquiri e Mahua Chëquë, os últimos expoentes de uma longa sucessão de líderes indígenas.
Título: O fracasso da expedição de Negrete foi tão importante como a esperança que tinha despertado, principalmente por causa das epidemias que impediram qualquer iniciativa bem-sucedida. Detalhando uma série de falecimentos, com ou sem batismo, as páginas que seguem o mostram ad nauseam: estas “epidemia[s] de peste, que dizem ter experimentadas tão forte que ainda ficam os corpos pelo mato, sem sepultura”. Numa carta de janeiro de 1797, Zamora admite que a conclusão do expediente de Pacaguara “não correspondeu a seus inícios em que se contava um grande número de infiéis, porque a divina providência dispôs ou permitiu sua aniquilação por uma peste horrível”. Dois séculos mais tarde, os últimos Pacaguara, ou pelo menos os últimos ameríndios assim chamados, não são mais do que um punhado de sobreviventes: uma dúzia de pessoas que vivem numa simbiose mais o menos total com os atuais Chacobo, cujo nome parece ter suplantado por completo tanto o termo “Pacaguara” (versão boliviana) como também “Caripuna” (versão brasileira), mediante modalidades históricas que se descrevem aqui com notável precisão. Retraçar a história que se desenvolveu entre os dois períodos é exatamente o tema desta obra, ou ao menos o de sua volumosa e indispensável introdução que será um marco miliário na historiografia dos panos meridionais. Os documentos relativos à saga de Negrete funcionam desta maneira como um trampolim que dispara uma reflexão muito mais ampla sobro os temas associados da onomástica e dos etnônimos panos. Nesta perspectiva constituem uma valiosa contribuição para a etno-história regional, não só por seu interesse próprio, mas também porque aparecem aqui analisados e recontextualizados de forma admirável.
Título: Os leitores interessados na etnologia sentem frequentemente certa frustração diante dos documentos históricos. Sabe-se, junto com Lévi-Strauss em Tristes Tropiques, que os etnólogos odeiam os viajantes e os exploradores, e que os escritos dos missionários não os interessam muito mais. De fato, como não detestar a leitura do relato de algum explorador que, depois de descrever com amplos detalhes o estado de suas provisões e cada curva do rio, leva seu leitor até os Pacaguara ou os Caripuna, só para dizer que lhe fizeram uma festa excepcional que ele não descreve “para não cansar o leitor”? Mesmo que a gente não se lembre do nome daquele explorador, a memória da frustração fica intacta. Da mesma maneira, as expedições de Negrete são decepcionantes em termos de descrições etnográficas: o relato do naufrágio no qual o governador e sua família quase se afogam e perdem toda sua roupa ocupa mais espaço do que a brevíssima evocação das epidemias que dizimaram os neófitos. No final aprendemos que se registravam as listas dos defuntos com enigmáticos palitos lavrados, uns para os homens, outros para as mulheres… Portanto, era necessária toda a perspicácia e erudição dos três editores deste volume para tirar alguma seiva dos documentos. Para que o leitor não se perdesse nos meandros da árida literatura de finais do século XVIII, ele precisava de uma “canoa chasquera” que lhe levasse as mensagens, fazendo o papel de chasqui etnográfico: Villar, Córdoba e Combès desempenharam este papel com valentia

ítulo: ítulo: ítulo: ítulo: ítulo: Dr. Philippe Erikson (Universidade de París X-Nanterre, Francia)


Título: Os documentos reunidos:

Título: Os documentos aqui reunidos pertencem ao Volume 15 (docs. XIII a XVII) da coleção “Mojos y Chiquitos”, organizada por Gabriel René Moreno e conservada no Arquivo Nacional da Bolívia em Sucre. Trata-se de uma série de cinco expedientes que compreendem os anos 1795 a 1800 e documentam as tentativas de redução dos indígenas Pacaguara, empreendidas pelo padre Francisco Xavier Negrete, por ordem do então governador de Mojos, Miguel Zamora.

Os documentos originais foram divididos da seguinte maneira:
Título: 1) Primeira expedição de Negrete aos Pacaguara (vol. 15, nº XIII)
Títvviulo: a. preparativos desta expedição (setembro-outubro de 1795)
Tívvtulo: b. primeira expedição (outubro-novembro de 1795)
Título: 2) Segunda expedição e inícios da fundação de Nuestra Señora del Pilar de Pacaguaras,
Títulvvo: dezembro de 1795 a abril de 1796 (vol. 15, nº XIV e parte do nº XV)
Título: 3) Terceira expedição aos Pacaguara (vol. 15, nº XV)
Títvvulo: a. Preparativos desta expedição (maio a setembro de 1796)
Títvvulo: b. Terceira expedição (setembro-outubro de 1796)
Títvvulo: c. Resultados da expedição (dezembro de 1796 a fevereiro de 1797).
Título:
Título: A audiência mandou adicionar a estes documentos outros posteriores, que não tratam especificamente das expedições de Negrete, mas que oferecem em troca notícias adicionais sobre o destino dos Pacaguara reduzidos:
Título: 4) Chegada de 27 Pacaguara a Exaltación em 1797 e sua sorte posterior, março de 1797 a maio de 1798 (vol. 15, nº XVI).
Títvvulo: a. Chegada de 27 Pacaguara a Exaltación (março de 1797)
Títvvulo: b. O destino dos 27 Pacaguara (março de 1797 a maio de 1798)
Título: 5) Batismo de Pacaguara de Exaltación, 1799 e 1800 (vol. 15, nº XVII).
Título:

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