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Título: De los llanos de Mojos a las cachuelas del Beni (1842-1938)Título:
Assunto: Missões jesuíticas, História da América do Sul
Autora: Ana Guiteras Mombiola
Formato: 17x24
Número de páginas: 397
Editora: Itinerarios 2012
ISBN: 9789995485900
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Ana Guiteras Mombiola

De los llanos de Mojos a las cachuelas del Beni (1842-1938)

Título: Sumário:

1. Políticas estatais para a incorporação do Beni à República Boliviana.
Título: 1.1. A província de Mojos durante a República inicial.
Título: 1.2. A organização político-administrativa do departamento do Beni.
Título: 1.3. A expansão, exploração e ocupação da Amazônia beniana.
Título: 1.4. A sociedade beniana e sua incorporação ao regime constitucional boliviano.
2. A conformação socioeconômica do departamento do Beni.
Título: 2.1. A dinâmica demográfica.
Título: 2.2. O comércio fluvial e os tripulantes indígenas.
Título: 2.3. A evolução das frentes extrativistas.
Título: 2.4. A evolução da frente pecuária.
Título: 2.5. A evolução do tesouro departamental.
3. O Beni, cenário de conflitividade política, socioeconômica e jurisdicional.
Título: 3.1. Motins e revoltas constantes no Beni, 1842-1880.
Título: 3.2. Os conflitos entre conservadores e liberais no Beni, 1880-1899.
Título: 3.3. Conflitos em torno de limites e controle de recursos naturais no Beni, 1900-1938.
4. Estratégias indígenas na defesa e preservação de seu acesso aos recursos naturais.
Título: 4.1. Os decretos de 1842 e os direitos de propriedade e cidadania.
Título: 4.2. Propriedade indígena e titulação da terra, 1842-1880.
Título: 4.3. Os indígenas benianos e sua inserção na sociedade republicana, 1880-1920.
Título: 4.4. Os indígenas mojenhos e a construção de um espaço no Beni.
5. O controle das “terras baldias” e o avanço da fronteira interna amazônica.
Título: 5.1. As primeiras tentativas para colonizar a Amazônia boliviana, 1840-1880.
Título: 5.2. A colonização: via para a ocupação das fronteiras orientais, 1880-1905.
Título: 5.3. A expansão do latifúndio no Beni, 1905-1930.
6. Conclusões.
Fontes e Bibliografia citadas.
Anexos
Título: 1. Documentos manuscritos.
Título: 2. Relação de prefeitos do departamento do Beni (1842-1938).
Título: 3. Títulos de propriedade nas mãos da população indígena.
Título: 4. Títulos de propriedade nas mãos da população branco-mestiça.

Título: Introdução:

Título: O departamento do Beni surgiu na base da antiga província de Mojos, compreendendo também todo o restante da Amazônia. Era a região menos povoada da Bolívia, sendo seus únicos núcleos urbanos as antigas missões jesuíticas, compostas por distintas filiações étnicas. Destaca David Block que durante o assim chamado “século jesuítico” (1668-1767) ocorreu uma amalgamação e reelaboração dos sistemas de organização política, social, laboral, territorial e espiritual nativos com os europeus. Assim surgiria uma cultura reducional, caracterizada por certos usos e costumes – ocupação do território, ordenamento urbano, pecuária, culto e prática católicos, governo local nativo, preservação das línguas nativas – que foi possível graças ao papel dinâmico desempenhado pela população nativa e pelos missionários. Após a expulsão da Companhia de Jesus, os indígenas ficaram sob uma administração dual – civil e religiosa – de Santa Cruz que causou a chegada de novos funcionários – governantes e padres indoutrinadores – e a abertura econômica da região para as sociedades hispânica e portuguesa. A criação de jurisdições sobrepostas e responsabilidades rivais, no momento em que o desenvolvimento de uma economia de mercado impôs uma nova ordem de trabalho e produção na região, ocasionou contínuos conflitos entre os branco-mestiços, bem como entre eles e os distintos grupos nativos, que obrigariam a reprojetar o organograma político-administrativo da província e por isso do próprio departamento de Santa Cruz. Consequentemente, quando se iniciou a vida independente do departamento do Beni, sua população estava composta pelas diversas filiações étnicas que tinham passado por um processo reducional (e por aquelas que não se tinham submetido a ele, percebidas como selvagens) e pelos grupos branco-mestiços, majoritariamente civis, que chegaram à região para exercer cargos públicos e/ou atraídos pelas atividades econômicas e pela concessão de terras.
Título: Por isto, nosso trabalho estudou as relações, atitudes e práticas desenvolvidas pelos grupos dirigentes, pelos grupos locais e regionais e pelas populações indígenas no exercício de seus direitos e no acesso ao poder político e econômico que, assim nos parece, permitiram a construção da sociedade regional beniana.
Título:O titulo escolhido, Das planícies de Mojos às cachoeiras do Beni, 1842-1938, reflete o espaço geográfico que finalmente foi ocupado pelo departamento beniano, sendo que sua jurisdição se estendia sobre as amplas planícies mojenhas e os exuberantes bosques da área septentrional; um espaço que se estendia desde os sopés da cordilheira andina ao oeste até a fronteira brasileira de Mato Grosso ao leste, e desde os rios Abuná e Madeira ao norte até as fronteiras dos departamentos de Santa Cruz e de Cochabamba. Além disso, o título reflete o processo de mudança e de organização político-administrativa da região, ao deixar de ser uma província dependente da autoridade cruzenha conhecida pelo nome de Mojos para receber sua independência sob um novo departamento chamado Beni.
Título:A obra estrutura-se em cinco capítulos, com conclusões, fontes e bibliografia citadas e um amplo anexo que reúne documentos úteis para a história que procuramos aqui reconstruir, analisar e explicar. No primeiro capítulo estudamos as políticas estatais para incorporar a Amazônia à República; centramo-nos no processo de exploração do território e no estabelecimento de sua nova organização político-administrativa e socioeconômica. No segundo capítulo observamos os aspectos mais significativos da economia regional, tais como o comércio, a exploração da borracha e a produção agropecuária, que permitiram ver o tipo de participação da sociedade beniana e o impacto que a evolução das distintas frentes econômicas teve na evolução demográfica departamental. No terceiro capítulo abordamos a história política e particularmente as disputas enfrentadas pelos atores locais entre si e por eles com os representantes estatais e com as autoridades de departamentos adjacentes, por aceder ao poder político local, provincial e departamental e manter o controle sobre o território e determinados recursos. O segundo e o terceiro capítulo permitem analisar a constituição da sociedade beniana com base no exercício de distintas cotas de poder e no desenvolvimento de diversas atividades econômicas. Isto favorecerá o estudo dos distintos modos utilizados pelos atores locais indígenas e branco-mestiços para aceder a esses recursos, que veremos nos capítulos sucessivos. No quarto capítulo examinamos as estratégias desenvolvidas pela população nativa na defesa de seus direitos sobre o território, recorrendo à legislação vigente. Uma vez caracterizadas as formas de acesso à propriedade de terra dos indígenas, estudamos no quinto capítulo o processo de privatização do espaço beniano por parte dos grupos branco-mestiços, constatando, portanto, as dificuldades enfrentadas pelo Estado na implementação efetiva de suas políticas de colonização e nacionalização da fronteira amazônica.
Título:Os anexos reúnem, por um lado, documentos básicos para nossa pesquisa e, por outro, dois quadros – cuja elaboração exigiu um minucioso trabalho de vistoria e ordenamento de dados – relativos ao acesso à propriedade de terra por parte das populações indígena e branco-mestiça. Neles estão registrados os dados da tramitação de cada uma das propriedades adquiridas por esses atores – dados fundamentais, a nosso ver, para compreender os dois últimos capítulos do livro.

 

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