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Título: Diccionário étnico. Santa Cruz la Vieja
Título: y su entorno en el siglo XVIs
Assunto: História da América do Sul,
Assunto: povos indígenas ameríndios,
Autoras: Isabelle Combès
Formato: 17x24
Número de páginas: 406
Editora: Itinerarios 2010
ISBN: 978999059468
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Isabelle Combès

Diccionário étnico. Santa Cruz la Vieja y su entorno en el siglo XVI

Título:Introdução:

Quatro séculos e meio atrás, a cidade de Santa Cruz da Sierra foi fundada como uma etapa no caminho para a "terra rica" procurada pelos espanhóis. Em 26 de fevereiro de 1561, às margens do riacho Sutó, a meio caminho entre o Pantanal ao leste e o Rio Guapay ou Grande ao oeste, Ñuflo de Chaves "fundou em nome de Deus e de sua Majestade e do ilustre senhor Don García y Manrique a cidade de Santa Cruz de la Sierra. Sua localização exata devia-se sobretudo à grande quantidade de indígenas que viviam nos arredores. Os documentos mostram uma grande profusão de grupos diferentes, geralmente conectados entre si numa extensa rede que cobria toda a região entre o Rio Guapay e o Pantanal, bem como entre a atual Chiquitania e o Rio Parapeti. Alguns deles são conhecidos; mas da imensa maioria sobraram somente informações dispersas nas fontes ou até mesmo um único nome.

Quem eram estes "nativos" omnipresentes em Santa Cruz, mas tão furtivos na documentação? O presente dicionário quer responder a esta pergunta, ao longo de mais de 900 artigos e mais de 1500 termos recopilados. Estranhos ou desconcertantes, os nomes que se encontram nos documentos são a única maneira de nos aproximar dos indígenas do passado. Tuçi, Casacheano ou Manaçi são parte da história da região, em pé da igualdade com Ñuflo de Chaves ou Hernando de Salazar, e vale a pena resgatá-los do esquecimento.

Nos livros clássicos de história, os "índios" ou os "naturais" (nativos) são encomendados ou escravizados sem que lhes fosse conferido uma maior individualidade. Mesmo autores que lhes dedicaram mais atenção como, por exemplo, Vázquez-Machicado ao estudar a legislação do trabalho na Santa Cruz colonial, tratam "os índios" como um todo, sem se deter sobre sua diversidade, suas culturas ou seus idiomas. Na maioria dos casos, aqui ou ali, em alguma nota de rodapé, pode-se lamentar sua extinção ou seus sofrimentos – mas, assim como a selva tropical, os índios são sempre praticamente parte da paisagem, do selvagem e hostil marco "natural" realçado pela epopeia espanhola. Por exemplo, é a lista de encomendadores de Santa Cruz que atrai a atenção de um Finot, não a de seus encomendados. Mais eloquente ainda, em seu único capítulo, dedicado "à população autóctone", o mesmo historiador afirma que "a nomenclatura das pequenas agrupações indígenas carece de importância para nosso objeto [...]; o esforço é perfeitamente inútil". Para Finot foi "com razão de sobra" que Paul Groussac qualificasse de pueris "as tentativas de alguns pisaformigas para identificar pormenorizadamente as tribos e habitáculos da conquista". Estas apreciações seriam suficientes para desanimar qualquer pessoa de empreender a tentativa, se não fosse por demais evidente que refletem uma concepção um tanto passada que distingue entre a "grande" História dos conquistadores e a pequena, "inútil" ou carente de importância, dos conquistados. Apreciações que explicam também por que os únicos que enfrentaram esta tarefa, "uma das mais desesperadoras da etnologia sul-americana", foram antropólogos e não historiadores.

De fato, o trabalho que pretendo realizar aqui conta com ilustres antecedentes: a exaustiva obra de Alfred Métraux e a não menos indispensável, embora intricada de Branislava Susnik. Métraux publicou os resultados de suas investigações em várias contribuições para o Handbook of South American Indians e sobretudo num livro intitulado The native tribes of eastern Bolivia and western Matto Grosso.

No presente trabalho, e ao contrário de Métraux, não reagrupei os grupos indígenas por famílias linguísticas, por uma simples razão de documentação: primeiro, é demasiadamente escassa a informação sobre os idiomas falados pela maioria dos grupos mencionados.  E depois há outra razão, mais profunda: os dados existentes mostram intensos contatos comerciais, bélicos e/o matrimoniais entre os diferentes grupos, independentemente de sua pertença linguística.

attttttttttttttttttttttttIsabelle Combès

GUACUNONO [VIII]
11Parcialidad de Santa Cruz encomendada en 1561 a Francisco Gallego. Su principal se llamaba Guriti (Repartimiento... 2008 [1561]: 101).

GUACHICOÇI [VIII]
11Parcialidad de Santa Cruz encomendada con su principal Piparu a Bartolomé de Moya en 1561 (Repartimiento... 2008 [1561]: 100). Bajo el nombre guachi se conocieron también a los guaxarapos del río Paraguay, y Guachicoçi ("los guachi") podría tener alguna relación con ellos.

GUACHORE
11Uno de los cuatro caciques de la aldea Zariza en la región de Condorollo o La Nueva Rioja. La aldea fue encomendada por Manso en 1563, la mitad a Nicolás de Mercado y la otra mitad a Francisco de Turegano (Manso 2008 [1563]: 162-163).

GUAPAY (AGUAPAY, GUAPAHI, GUAPAI, HYGUAPAHY) [VI]
11Nombre guaraní (chiriguana) del río Grande (de i: agua). Fue generalmente interpretado en el siglo XVI como "agua que bebe todas las aguas" (por sus afluentes), "que se lleva todas las aguas" o "río que todo lo bebe". Los "llanos del Guapay" o "de Grigotá" son las planicies que se extienden al oeste del río hasta el río Piray.

GUAPOCE [VIII]
11Parcialidad de Santa Cruz ubicada "en la provincia de Yoltepeno". Tenía dos principales: Paecharara y Villavilla, y fue encomendada en 1561 a Juan de Garay (Repartimiento... 2008 [1561]: 102).

GUARACA, GUARACANO [VIII]
11"Alguna parte de la provincia de los guaracanos y chanes" fue empadronada en 1560 por Chaves durante su visita en la zona de la futura Santa Cruz. Los "guaracanos" son más que probablemente la gente al mando del principal Guaraca que aparece en el padrón de encomiendas de 1561: era principal de la parcialidad Moybo, junto con Moroco, y fue encomendado a Diego de Mendoza (Repartimiento... 2008 [1561]: 100).

GUARACI [¿/?]
11Los guaracis fueron citados una sola vez, por un informante cario de Garabatibi entrevistado por Irala en 1543. Sólo sabemos que, como los ayguas, vivían al oeste del río Paraguay y sembraban maíz, yuca y maní (Irala 2008a [1543]: 2). Tal vez sean los mismos que los mismos que los guarhagui. En las primeras décadas del siglo XVIII, se señalan indígenas quaresis en la orilla derecha del alto Paraguay (Fernández 1726: 158, 161).

GUARANI (GUARACHÍ, GUARANY)
11Al parecer, este nombre "fue usado primero [por los españoles] en el tiempo de Sebastián Gaboto para referirse..

11(Diccionario étnico, pp. 160-1)

Título:Sumário:

APUNTES PRELIMINARES (pp. 1-52)
111. Una tarea desesperante
1bb11.1 Pautas para un esfuerzo inútil
1bb11.2 Pacificando y conquistando
1bbb1 Primeras exploraciones
1bbb1 Chaves, Manso y sus naturales.
1bbb1 Santa Cruz: "la Vieja"
1bb11.3. De la desesperación a la buena voluntad
1bbb1 Caprichos y circunstancias
1bbb1 Con un poco de imaginación
112. Muchos indios con diferentes nombres y lenguas
1bb12.1. La macro-región
1bbb1 Panorama general
1bbb1 La telaraña y su centro
1bb12.2 Santa Cruz y "treinta leguas en contorno"
1bbb1 Las encomiendas de 1561
1bbb1 Las enseñanzas del padró
11Comentarios finales
DEL AATURAY A ZIRITI (pp. 55-346)
CUADROS RECAPITULATIVOS
11Cuadros 1 y 2. Distribución aproximada de las generacio-
11nes por zonoas y grupo lingüístico
11Cuadro 3. Grupos chaqueños, 1548
Anexo: Padrón de encomiendas de Santa Cruz (1561)
Índice
Bibliografía
Índice de mapas e ilustraciones
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