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Título: Clero cruceño misionero
Título: entre Yuracarees y Guarayos
Assunto: História da América do Sul, missões cristãs,
Assunto: povos indígenas ameríndios,
Autora: Hans van den Berg
Formato: 17x24
Número de páginas: 348
Editora: Itinerarios 2009
ISBN: 9789990594621
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Hans van den Berg

Clero cruceño misionero entre Yuracarees y Guarayos

Título:Introdução:

Na época colonial, na imensa diocese de Santa Cruz de la Sierra, a redução e evangelização dos povos originários foram realizadas praticamente em sua totalidade pelos missionários da Companhia de Jesus. Os jesuítas criaram dois grandes espaços missionários em Mojos e Chiquitos, convertidos em territórios quase independentes e dentro dos quais desenvolveram um trabalho cultural, social e religioso que unificou a etnias de distintas origens, línguas e culturas. Os missionários, porém, não chegaram a estender sua obra evangelizadora a todos os povos indígenas da diocese de Santa Cruz: entre Mojos e Chiquitos sobraram para serem reduzidos e cristianizados os índios Guarayo, e ao sul de Mojos, os Yuracare. A evangelização destes povos começou pouco depois da expulsão dos jesuítas de Mojos e Chiquitos, e exatamente nestes dois casos, membros do clero diocesano de Santa Cruz desempenharam um papel considerável.

A documentação sobre as missões e os missionários dos Yuracare e Guarayo é muito ampla e nos permite traçar sua história em grandes linhas e até certo ponto em detalhes. Encontramos os documentos em vários arquivos na Bolívia, Argentina e Espanha. O estudo destes testemunhos do passado nos revelou que a verdadeira história da evangelização das etnias pequenas da Bolívia e a participação do clero diocesano nela permanecem ainda em grande parte escondidas nos arquivos.

Em comparação com o grande número de jesuítas e franciscanos que realizaram sua obra missionária entre os indígenas das terras baixas da Bolívia, o número de sacerdotes diocesanos que se dedicaram à sua evangelização e cujos nomes conhecemos é pequeno: são apenas uns vinte.

attttttttttttttttttttttttHans van den Berg

3.14. Fuga de Yuracare da missão de San Carlos
Em 12 de abril de 1804, o missionário de San Carlos escreveu a seguinte carta ao juiz real, o subdelegado Antonio Seoane:


Mui senhor meu:
“Sendo público e notório que o índio Lorenzo Pachuri, corregedor deste povoado, é quem amotinou os neófitos Yuracare, insistindo com eles e influenciando-os a passar para a nova redução dos índios Magenho, com o pretexto de comércio, dizendo-lhes que não estão bem em seu povoado porque estão muito pobres e que eu sou mau para com eles, despacho preso às mãos de vossa senhoria dito índio, para que, usando vossa senhoria da justiça reta que é costume, assegure-o no cárcere com dois pares de grilhões até haver o seu processo, no qual me comprometo fazer ver vossa senhoria os crimes com que dito índio compactou e a pertinência que até hoje tem, porque, não contente em haver despachado sua parcialidade de pessoas, continua animando os poucos que ficaram para que tomem o rumo dos demais.


O preso e seus acompanhantes chegaram à casa de Antonio Seoane em Santa Cruz no dia 15 de abril às dez horas da noite, e o juiz real, que tinha lido a carta do padre Méndez, decidiu atender a solicitação do mesmo e colocar Lorenzo Pachuri no cárcere real. No dia seguinte foram convocados o protetor dos nativos, Bartolomé Bazán, e um tal de José Joaquín Salvatierra que foi nomeado intérprete, por conhecer a língua chiquita, e na presença destas duas pessoas, Antonio Seoane tomou a declaração de Pachuri. Perguntado sobre o que, segundo ele, tinha sido a causa da fuga de um número tão grande de Yuracare da missão de San Carlos, Lorenzo Pachuri deu o seguinte relato histórico:

“E sendo perguntado se sabia a causa de sua prisão, disse que sem dúvida era porque, tendo subido à missão citada de San Carlos dois índios Magenho do povoado ou missão do Chimoré que serviam ao senhor penitenciário, doutor Don Joseph Joaquín Velasco, ficaram ali cerca de um ano, no qual inquietaram os índios Yuracare para que fossem com eles à sua missão, e que, tendo ido de fato seis de San Carlos com aqueles, mandou o padre que o declarante e outros fossem atrás deles, e que, tendo-os encontrado, trouxeram somente quatro por haverem fugido os dois com os Magenho, e que voltaram depois aqueles do povoado do Chimoré, ficando dissimulados em San Carlos, influenciando os demais para que fossem embora, que ali não havia que trabalhar muito, que não havia guasca e que os esperavam com casas feitas, e que, tendo ouvido o declarante que os referidos índios chamados Joseph Carie e Joseph Mandajé, que vieram passear nesta cidade, falaram com outros sobre o mesmo no curral da fazenda, animando-os para que fossem embora, deu conhecimento o declarante ao padre para que pusesse remédio, porque também disseram que tinham licença do senhor penitenciário para abrir o caminho até ali, e que neste estado ficou tudo sem nenhuma novidade até que no dia nove do corrente, segunda-feira, desapareceram do referido povoado e missão de San Carlos os dois índios citados com cerca de cinquenta ou sessenta outros com suas mulheres e filhos e quantos utensílios tinham, e assim foi respondido.”

atttttttttttttttttttttttt(Clero cruceño..., pp. 146-7)

Título:Sumário (resumido):

Primera parte: Misiones de Yuracarees
1. La misión de Nuestra Señora de la Asunción
2. La misión de San Francisco de Asís del Mamoré
3. La misión de San Carlos

Segunda parte: Misiones de Guarayos
4. Primeros contactos esporádicos
5. La misión de Nuestra Señora del Carmen
6. La misión de San Pablo
7. La misión de San Luis Gonzaga
8. Nuevas misiones

Documentación de Manuscritos
1. Archivos. Legajos y Expedientes
2. Documentos manuscritos identificados en los Legajos y
11Expedientes

Bibliografía
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