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Olhe para dentro

Título: DEUS, Cristo e os Pobres
Subtítulo: Libertação e salvação na fé à luz da Bíblia
Assunto: Teologia da Libertação; Igreja de Comunidades de Base
Ano: 2011
Autor: Paul Wess
Apresentação: João Batista Libanio
Formato: 16x23
Número de páginas: 208
Editora: Nhanduti
Edição: 1
ISBN: 9788560990122
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Paul Wess / Entrevista com o autor

DEUS, Cristo e os Pobres. Libertação e salvação na fé à luz da Bíblia

Dom Erwin Kräutler:

Desde seus primeiros estudos teológicos, Paul Wess questiona criticamente premissas e paradigmas da teologia e procura respostas a perguntas abertas acerca dos fundamentos da fé e da estrutura/atuação da Igreja. O sabor todo especial de suas reflexões deve-se ao chão em que amadureceram: uma paróquia em Viena onde surgiram após o Vat II CEBs que buscaram ser uma Igreja de irmãos e irmãs, e que viveram experiências de intercâmbio internacional.
À semelhança de Jon Sobrino, Wess entende Jesus Cristo como o “líder e plenificador da fé” (Hb 12,2) que se tornou o irmão de todos, mas preferencialmente dos pobres, e o mediador da libertação e salvação que Deus nos preparou. Essa reconsideração da fé bíblica pode orientar a prática de nossas comunidades, e faz deste livro uma contribuição oportuna que abre novas perspectivas para a Teologia da Libertação.


João Batista Libanio SJ:

No interior da Teologia da Libertação,

entre os seus mais respeitáveis
protagonistas, no contexto de Aparecida,
surgiu certa tensão. Desencadearam-na
as reflexões de Clodovis Boff. [...] Wess
começa por aí o livro [...] e indica o ponto
central da questão: a natureza da opção
pelos pobres e suas consequências no fazer
teologia. Com enorme perspicácia, percebe
ponto comum, embora inverso, da teologia
de Clodovis e a do seu irmão Leonardo.
Ambos fazem relação não reflexamente
trabalhada entre Deus, Jesus Cristo
e os pobres.
A clareza da formulação do problema [...]

e as motivações existenciais do autor fazem
a riqueza e beleza do livro. A primeira dá-lhe
rigor científico. As segundas imprimem-lhe
caráter pastoral. Ele realiza primorosamente
o famoso axioma de K. Rahner: “Toda teologia
deve ser pastoral, e toda pastoral deve ser
teológica”.
O leitor aproveitará dessa reflexão teológica

cuidadosa, perspicaz e profunda, trazendo luz
para os dois lados dos contendentes nessa
última tensão, agora já no interior da TdL [...].
Wess alerta então para que, no futuro, se fale com
“mais cuidado e modéstia, mas numa linguagem
comum e fidedigna, de Deus, Cristo e dos pobres”.

A opção pelos pobres não é apenas o tema de uma “teologia de segunda ordem”, separada como um campo parcial secundário ou uma mera aplicação de uma “teologia de primeira ordem” que iniciaria com Deus e a partir da qual todo o resto poderia ser deduzido.
(...) Deus é e permanece transcendente para o ser humano – também para Jesus Cristo – e nesse sentido precisa ser o “tema” mais importante dentro da teologia que é um?a. Por isso, podemos falar dele somente quando partimos do ser humano e interpretamos, retroativamente e no modo de busca, nossas experiências em relação a Deus como o fundamento de nossa existência. Se passarmos ao largo dos seres humanos concretos e da história da salvação, não teremos acesso a Deus.
(...) Por isso não existe, no sentido bíblico-cristão, uma “teologia de primeira ordem” ou uma “teologia da fé” (cf. C. Boff 2007, 1006) antes ou acima da Teologia da Libertação como uma “teologia de segunda ordem” que tratasse dos seres humanos e preferencialmente dos pobres. Existe apenas uma única teologia, e esta sabe da transcendência de Deus e parte por isso de modo histórico-concreto das experiências humanas, especialmente aquelas que se tornaram possíveis graças à vida e obra de Jesus e que devem ser testemunhadas numa prática adequada – numa prática libertadora. (pp. 197-8)

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