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Olhe para dentro

Título: Teologias com sabor de Mangostão
Subtítulo: Ensaios em homenagem a Lieve Troch
Assunto: Teologia feminista cristã; relações interculturais e interreligiosas
Organizadora: Isabel Aparecida Felix
Autores/as: Aloysius Pieris, Arianne van Andel, Diego Irarrazaval, Elisabeth Schüssler Fiorenza, Felipe F. X. Rodriguez, Gemma Tulud Cruz, Ivone Gebara, Jen-Wen Wang, José Maria Vigil, Jude Lal Fernando, Jung Mo Sung, Lucia Weiler, Maaike de Haardt, Maria José Rosado, Maria Sandra dos Santos, Mercedes de Budallés Diez, Monja Coen, Tissa Balasuriya
Formato e número de páginas: 14x21 / 224
Editora: Nhanduti 2009
ISBN: 9788560990078
Isabel Aparecida Felix (org.)
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Autores/as: Aloysius Pieris, Arianne van Andel, Diego Irarrazaval,
Elisabeth Schüssler Fiorenza, Felipe F. X. Rodriguez, Gemma Tulud Cruz,
Ivone Gebara, Jen-Wen Wang, José Maria Vigil, Jude Lal Fernando,
Jung Mo Sung, Lucia Weiler, Maaike de Haardt, Maria José Rosado,
Maria Sandra dos Santos, Mercedes de Budallés Diez, Monja Coen, Tissa Balasuriya

Teologias com sabor de Mangostão. Ensaios em homenagem a Lieve Troch

Dançando em torno do mangostão

Fiz este desenho numa das oficinas assessoradas por Lieve na Malásia. Lieve gosta muito dessa fruta e partilhou com as participantes que, para ela, o mangostão é uma metáfora de Deus. Para muitas mulheres, encontrar Deus é como comer essa fruta tropical, o mangostão. Encontramos primeiro uma casca grossa, dura e escura. Pode ser a casca de doutrinas e ensinamentos patriarcais. Pode ser a casca da hierarquia eclesiástica. Pode ser a casca de mil anos de tradições. Tudo isso pode nos assustar. Mas quando ousamos quebrar a casca grossa, vemos a bela cor rubi ou púrpura que abraça a polpa branca e macia. Quando tomamos a polpa branca e a colocamos na boca, saboreamos a doçura humilde e singela da fruta. Ela alimenta nosso corpo e nossa alma com alegria serena.
Portanto, essa fruta nos lembra que devemos lutar para furar a imagem de um Deus forte (todo-poderoso) e severo, para chegar até o cerne de Deus. Assim poderemos finalmente saborear o perfume e o sabor de Deus e nos alimentar. Assim poderemos nos levantar e, com passos confiantes, começar a dançar em torno do mangostão.
Jen-Wen Wang

Convite para saborear teologias “com sabor de mangostão”

Colaborar, no sentido mais amplo da palavra, com a produção deste livro foi o maior desafio que a Nhanduti Editora assumiu em sua breve existência, mas foi sobretudo uma enorme alegria e satisfação. Desde que Isabel Felix nos fez a proposta, empenhamo-nos em desenvolver e realizar algo que celebrasse muito mais que “apenas” a vida e obra da homenageada: um festschrift que celebrasse a própria vida, por meio de teologias e valores que estão presentes no mundo inteiro e comprometidos com sua transformação.

Teologias com sabor de mangostão. Mas, afinal, que teologias são estas?
Acontece com elas como com as coisas mais belas da vida: as tentativas de explicar ficam muito aquém dos prazeres de saborear. Podem ser balbuciadas em metáforas e esboçadas em desenhos, mas precisam ser experimentadas e vividas. Isso acontece também com as coisas divinas, até mesmo quando passam a ser teologias, quando se tornam palavras sobre o divino. Entretanto, isso não nos dispensa da tentativa de verbalizar, da responsabilidade de partilhar o que já saboreamos ou pelo menos vislumbramos. Poderíamos dizer assim: teologias com sabor de mangostão são paixões e compromissos que se tornaram reflexões e conceituações, escondidas dentro das cascas secas de termos como “teologia feminista”, “leitura libertadora da Bíblia”, “teologia intercultural”, “teologia interreligiosa”.
Frutos concretos destas teologias, que nasceram no Brasil, na América Latina e em outras partes do mundo, chegaram até nós graças à generosa partilha de teólogas/os, filósofas/os e sociólogas/os que comprometem sua vida (não só a acadêmica) com a vida – com uma vida cheia de bons sabores, uma vida em abundância. Faremos o possível para ampliar esta partilha, ao disponibilizar, algum dia e de alguma maneira alternativa, também os artigos originais escritos em espanhol e inglês. E agradecemos, de todo coração, essa generosidade que é muito mais que uma homenagem à vida de uma pessoa individual – é uma homenagem à própria vida.
Por isso devemos também lembrar que frutos e frutas servem para inspirar e alimentar – e quando se tornam livro, servem para inspirar as pessoas que o abrem e que se abrem para ele. Por isso, reiteramos aqui o convite que fazemos aos leitores e às leitoras em cada livro da Nhanduti: o convite de servir-se deste livro para criar redes em vez de centros, pontes em vez de muros, diálogos em vez de ataques, partilha em vez de indoutrinação, intercâmbio em vez de inimizade, relações de parceria em vez de dominação.
Fazer isso é a homenagem mais bela à vida, inclusive à vida de Lieve Troch.

Pela Nhanduti Editora
Monika Ottermann

R$ 58,90
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